Páginas

domingo, maio 10, 2009

Das responsabilidades atávicas

Homens e mulheres de qualquer cultura tem responsabilidades atávicas.
As mais esseênciais são, justamente, as mais difíceis de serem contrariadas.
Mulheres ocidentais precisam casar e ter filhos.
A lógica da evolução da espécie permite supor que a maioria delas, bastante provavelmente, tem o instinto maternal impresso em seu código genético, já que são justamente os filhos desse tipo de mulher que tiveram maior probabilidade de sobreviver em tempos mais difíceis.
Logo, não são "livres" para escolher, embora a vida moderna lhes ofereça outras opções e desafios.
Já os homens precisam "comer" e dar de comer. Ser viril e provedor. E se por acaso não se derem tão bem numa dessas tarefas, precisam compensar na outra.
Também ai vale o comentário sobre a evolução e a carga genética.
Na medida em que a sociedade passa a aceitar melhor a dissolução do casamento, as responsabilidades femininas independem da manutenção desse arranjo e embora a maternidade seja uma responsabilidade contínua, o sentido de missão cumprida se estabelece e é libertador.
Já o homem precisa colecionar conquistas que comprovam suas capacidades, e manter-se permanentemente capaz de prover. Mais difícil liberar-se das responsabilidades atávicas.
A sociedade exige bastante de ambos. As vezes tenho a impressão de que exige mais da mulher, mas não sou capaz de avaliar a questão com isenção.
Para ambos, creio que vale o investimento pessoal no sentido de reconhecer e trabalhar em busca da liberdade de pensamento, ainda que isso me pareça impossível de conquistar.
Ampliar os horizontes já será suficiente.

Instigando (pensamento para o dia)

"Uma mulher separada e com filho(s)
é um espírito livre."


(Após 3 tentativas infrutíferas de escrever essa postagem, consegui sintetizar o que queria expressar nessa frase. Talvez tenha ficado por demais concisa. Mas cumprirá sua missão se instigar o pensamento.)

sexta-feira, maio 08, 2009

No barzinho, sexta a noite ...

- Deveria haver uma lei contra gente chata ....
- Né ?
- Sabe aquele tipo de gente que só reclama ?
- Ô ...
- Reclama do garçon, do som do cinema, do barulho do vizinho, da situação do país ...
- Iiiiii...
- Reclama, reclama mas não faz nada ....
- Ah ...
- E o pessoal que não colabora, então ?
- Nem ...
- Você tenta fazer a sua parte e na hora do outro fazer a dele ... cadê ?
- Putz !
- Para não falar dos ecochatos, dos enochatos, dos moderninhos, dos pregadores, dos conservadores ...
- É ...
- Mas ainda bem que tem gente como a gente !
- ?????
- Assim, que se diverte sexta a noite, batendo papo e tomando cerveja, relaxando ... numa boa ...
- ......
- Me chamo Armando, e você ?
- Tão me chamando no bar do lado. Tchau. Fui ...
- Como assim, pera aí !....
tak, tak, tak ......
- Humpft ... mas que garota mais chata !

Stand Alone

Sai da casa de meus pais quando me casei.
Logo, nunca havia morado sozinho, até recentemente, quando me separei.
Estava certo de que gostaria, até porque sou meio "bicho do mato" - preciso ficar só de vez em quando. E, de fato, estou gostando muito da experiência.
Mas há momentos estranhos.
Estou vivendo um deles nesse exato momento.
Ontem trabalhei em casa pela manhã, almocei rapidamente, sai para o escritório de onde fui, no final da tarde, para a ESPM dar uma aula noturna na pós. De lá, passei pela casa da namorada e, depois, fui jogar sinuca com o amigo Galdi. Acabei dormindo as 3 da manhã, levantei as 7, trabalhei um pouco em casa, a namorada retribuiu a visita, fui para o escritório, voltei para um almoço rápido em casa com o filhão, voltei correndo para o escritório, trabalhei até o final da tarde, voltei para casa e segui trabalhando (uma semana de viagem deixa algumas centenas de mails para ler e responder), a namorada passou para dar um alô, jantamos, segui trabalhando até agora.
Resultado: a cama está desarrumada, a mesa da sala ainda com a louça do jantar de um lado e um monte de papeis do outro, a cozinha uma zona, o chão precisando de uma varrida e xícaras de café espalhadas pelos 4 pontos cardeais do apartamento. A faxineira só vem na terça e eu, que acabei finalmente de responder os e-mails, estou morrendo de sono.
A dúvida do solitário: arrumo tudo agora ou deixo para o Flavio arrumar amanhã ?

quinta-feira, maio 07, 2009

E por falar no Oscar ...

Raffaela e Van identificarão a frase da postagem anterior como sendo do Oscar Wilde.
Vai ver que a Luisa (de quem ouvi) era amiga dele...
Eu não sabia. A única frase que conheço atribuida ao rapaz, e na qual acredito que vale investir algumas sinapses, é:

"A vida é muito importante para ser levada a sério".

à qual poderia acrescentar a famosa afirmação de Gedeão sobre gente muito séria:

"Ele é muito sério para ser importante"

quarta-feira, maio 06, 2009

Rapidinha

Entre a reunião da tarde e a aula da noite, aproveito para dar uma (postada) rapidinha...
Essa eu ouvi da Luisa Hinojosa e assino embaixo:

Eu resisto a tudo,
menos às tentações !

Pensamento Paradoxal

Dificil perdoar quando não entendemos
Mas quando se entende
Não há mais o que perdoar

segunda-feira, maio 04, 2009

A sombra indefinida da Lua


Estamos entre as luas crescente e cheia. O que se chama, em astronomia, de crescente giboso.
Diferentemente do que indica a sabedoria popular, as 4 Luas (crescente, minguange, cheia e nova) só acontecem num efêmero instante, correspondente a uma posição específica.
Fora desses 4 pontos que caracterizam a visão plena da metade iluminada, da metade escura ou dos quartos, a lua estará "crescendo" ou "minguando", recebendo a alcunha de gibosa (com curvatura convexa).
Talvez seja influência crescente gibosa e indefinida que paira sobre a nossa blogsfera nesse momento.
Fato é que, voltando de viagem e visitando vários blogs, deparei-me com um "astral" depressivo generalizado.
Espero que melhore com a chegada da Lua Cheia no dia 9.
Um beijo e um café para vocês.

domingo, maio 03, 2009

Last moments ...

Quem ficou curioso pode dar um pulinho lá no Vestiário e bisbilhotar a última conversa entre Brad e Angelina ...

Praia das Areias Cantantes

Digo e afirmo para qualquer um
Em tempos porcinos
Melhor Juquehy do que Cancun

(um beijo e um café)