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domingo, maio 17, 2009

Homem objeto

Inspirado pela última postagen da Luna resolvi, num gesto de solidariedade, assumir meu papel social de homem-objeto e adotar um codinome adequado ao papel.
Podem me chamar de homem-maracujá ...

Na fila da auto-estima


Então, fomos convidados para o aniversário de uma amiga, lá no Lanterna, da Vila Madalena.
Chegamos perto da meia-noite e encontramos uma fila na porta com umas 50 pessoas.
Xuxamos (beijinho, beijinho, tchau-tchau) ! Nunca me dei bem com filas.
De volta para casa, com um bom copo de vinho portugues e fantásticas amendoas "Lime and Chili" da Blue Diamond, fiquei pensando sobre o que leva alguém a ficar um par de horas na fila de uma balada moderninha.
Obviamente, a motivação é estar onde "todo mundo que importa" vai estar. Todo mundo aqui fora querendo estar com todo mundo lá dentro, que já esteve aqui fora querendo estar com quem já estava lá dentro.
E quando você entra .... bingo ! Você é um deles, um "in". Muito melhor do que estar "out".
Ainda que lá dentro seja barulhento e abarrotado de gente. Mas não de qualquer gente ...
É a ressonância da insegurança gerando auto-estima.

sábado, maio 16, 2009

Blogueiro experimental

Um subproduto profissional do Arguta Café é a experiência com redes sociais e a blogsfera.
Como trabalho com informações para decisões de marketing e comunicação, o convívio com esse universo é, também, um aprendizado profissional. Por essas e outras, experimento o que surge por aqui.
E com esse espírito, aproveitando que o Arguta foi "indicado" para a premiação "Top Blog", cadastrei-me.
Tenho a sensação de que o objetivo "oculto" dessa premiação é construir uma base de dados de endereços de internautas ativos em redes sociais. Mais tarde, descobriremos.
Enquanto isso, se quiserem votar no Arguta, não fico chateado ...
É só clicar no "selo" ao lado, votar, confirmar e, depois responder o e-mail que receberão (esse esquema de confirmação elimina a maioria dos "robôs").

Enormes prazeres


Quando fui sócio de uma agência de propaganda (a FHI - Ferrari, Higgins e Isnenghi) tive a oportunidade de implementar um projeto de estágio único na época: a Publistage.
Tratava-se de uma agência composta por 4 estagiários (redação, direção de arte, atendimento e mídia) que operava dentro da FHI, atendendo seus próprios clientes, sob orientação dos profissionais da agência-mãe. Algo como as empresas junior que existem em algumas universidades nos dias de hoje.
A Publistage foi criada há um pouco mais de 20 anos e por ela passaram aproximadamente 20 estagiários até ser desativada, quando sai da sociedade.
Hoje tive o enorme prazer de reencontrar alguns dos nossos pupilos: Rainer, Andrea, Mauro e Adriana.
Adriana é Gerente de Marketing da Brascola, Mauro está na criação da McCann Erickson, Andrea e Rainer são sócios da HBmkt, sua própria (e lindamente montada) agência, onde me ofereceram um churrasco com direito a brownie com sorvete de creme de sobremesa (uma delicadeza da Andrea, sabendo que essa é minha sobremesa predileta).
Uma única ausência entre os convidados do dia, o Lusa (ex-redator da McCann). Agora que ficou famoso assinando o roteiro de "Estômago", tem uma agenda social intensa e compromissos mais importantes (devia estar chavecando alguma tiete).
Não preciso dizer (mas digo) o quanto fiquei orgulhoso por, de alguma forma, haver contribuído para que esses (já não tão) jovens talentosos encontrassem seu espaço no mundo da propaganda e do Marketing.
Fiquei muito feliz por encontrá-los tão bem encaminhados. E ainda mais grato pela carinhosa recepção e pelas divertidas e afetivas lembranças daquele tempo.
Que bom que a Andrea teve a iniciativa de procurar-me e a generosidade de promover esse encontro, permitindo que resgatássemos gostosos momentos do passado, renovados no presente.
Vou dormir hoje muito feliz.


Ps - A foto é de uma matéria de jornal da época, com a primeira turma da Publistage. Da esquerda para direita: Klaus (meu sócio), Augusto (foi trabalhar como diretor de arte na Europa), Mariella (foi trabalhar na Meta Real, negócio da família), Claudio (abriu uma firma de decoração para casamentos, uma das duas maiores de SP), Andrea (casou, mudou para o interior e abriu uma agência de propaganda), e eu, nos bons tempos. Tive algum contato com o Gustavo e o Claudio nos durante a década de 90. Quem sabe aparecem para o próximo churrasco.

sexta-feira, maio 15, 2009

Un poquito más ...

Luisa, minha amiga mexicana, entusiasmou-se e mandou mais algumas. Mantive o texto no original em espanhol, para não estragar as explicações ...

"Ese es su perro y el que lo bañe"- Se utiliza para mandar una persona al carajo, cuando tiene un problema que se buscó y quiere que otros o que le avisaron que tendría problemas o que no interfirieron en el proceso, lleven la carga.
" No le pongas tanta crema a tus tacos"- Se utiliza cuando una persona está exagerando sobre algún aspecto
" Cada quien sabe la gorda con la que se llena"- tomando en consideración que una "gorda" es un platillo típico, esto se refiere a que uno no puede estar opinando, especuialmente en cosas de matrimonio o relaciones emocionales, sobre otros, porque cada quien sabe cuales son sus satisfactores emocionales.
" En gustos se rompen géneros y en petates culos"-cada quien tiene la posibilidad de tener su gusto propio y trepar en donde quiera (el petate es una pequeño carpete feito de palha onde os indigenas dormian, e cuando uno está duro, pues es la cama del pobre)
"La neta del planeta"- Es cuando una cosa es verdad, simplificando el pleonasmo de una verdad verdadera
"Pa´que tanto brinco si el llano está parejo"-se usa cuando una persona está haciendo mas escándalo de lo que se amerita, porque no hay problemas.
"Ese guey sólo le busca tetas a las ranas"- es refieriendose a un babaca que busca cosas imposibles de que existan
" Para cabrón, cabrón y medio"- se refiere cuando una persona se quiere pasar de lista, mas es tan explícito que incita a que los otros sean mas cabrones que él y se lo jodan

quinta-feira, maio 14, 2009

De lunfardos a argots


Dificil falar outras línguas com naturalidade.
Um dos grandes desafios são as gírias. Quanto mais desencanado um povo, pior (tente traduzir "desencanado" para outro idioma).
Para quem trabalha em empresas multinacionais, uma grande diversão é traduzir expressões ao pé-da-letra para os visitantes de outros países. "The cow went to de swamp" (a vaca foi para o brejo) faz parte da aula introdutória.
Descobrir qual é a palavra utilizada para designar uma gíria também não é uma tarefa fácil. Na Argentina, gíria é "lunfardo"; na frança "argot".
É também curioso notar que algumas gírias são bastante similares entre países.
"Mamado" é um sujeito que bebeu muito, tanto no Brasil quanto na maioria dos países hermanos de lingua espanhola. Mas seu equivalente "borracho" faz com que nossas Borracharias sejam motivo de gozação.
Os Argentinos tem mania de usar palavras relativas a comida com outro sentido. Um "nhoque" é similar ao nosso "marajá" (alguém que enriquece com a política).
Uma das expressões mais divertidas é "la verdad de la milanesa", significando a verdade mais recondida (que tipo de carne está por baixo da farinha e do ovo).
Entretanto, na minha opinião, os campeões em expressões idiomáticas, gírias e quetais são os Mexicanos.
Alguns exemplos:
" De que lado masca la iguana" - de onde vem a sacanagem, o que é que estão aprontando.
" Bebiendo la sangre de mi madre" - dando duro, sofrendo.
" Puta la madre, puta la hija y puta la abuela que las cobija" - aqui ninguém se salva.
" El que no ha visto altar enfrente de qualquier horno viejo se persina" - quem não tem referências fica feliz com qualquer coisa.
" Osana a Dios en las alturas que estamos de mierda hasta las cinturas" - que Deus nos ajude.


(Arguta Café também é cultura - inútil, mas não deixa de ser)

Penúltimo pensar

É esse formato de violão
que tange as cordas
do meu coração

quarta-feira, maio 13, 2009

A caverna e suas alegorias


Gostei da ideia da Anne de publicar uma foto do seu cantinho lá no Life-Living.
Copiei.
Essa é sala do meu ap..
Fiz questão que aparececem a máquina de costura (herança da vovó), o violão (que ainda não sei tocar), a parede da Mona, a cafeteira Nespresso e o chocolate. e a pequena cozinha. Coisas das quais eu gosto.
Quando posto do sofa, essa é a visão que tenho do lar ...

Coisas da vida

Quem não se contenta com o que tem
por mais que tenha
jamais será alguém

terça-feira, maio 12, 2009

James


A inglesa chega em casa mais cedo e chama o mordomo...
- James ?
- Yes, madam ...
- Tire o meu casaco, please.
- Yes, madam ... - James tira o casaco da madame e pendura no mancebo.
- James ... agora tire a minha blusa ...
- Madam .... - James pareceu levemente embaraçado.
- Sem conversas, James. Tire a minha blusa, now !
James tira a blusa.
- James, agora a minha saia ...
Visivelmente constrangido, mas constatando que a madame não estava para conversas, James tira a saia.
- James ... agora tire o sutien e a calcinha ... e com cuidado para não danificá-los, please !
Com dificuldades para manter-se impávido como cabe a um mordomo inglês, James seguiu as instruções.
- E as sandálias, James ... tire as sandálias ...
James desenrolou vagarosamente as tiras de couro da sandália de salto agulha, temendo pelo que viria depois.
- Agora, James, me prometa uma coisa .... Nunca mais use as minhas roupas quando eu não estiver em casa, ok ?
- Yes madam ...

(resgatei a velha piada inspirado pela postagem da Luna lá no "Palavras ... apenas momentos".)