
Por absoluta falta do que fazer enquanto espero a hora de embarque, ocorreu-me que um diário de bordo seria um bom assunto para as postagens dos próximos dias (supondo que tenha acesso a internet e tempo para isso).
Alguns dirão: mas que tipo presunçoso, que elemento pretencioso, só porque viaja acha que é o gostoso ...
Na verdade, a inspiração é desmistificadora. A maioria dos seres humanos normais não tem a oportunidade de viajar com a frequencia que viajo em função do trabalho. Viagens de trabalho são substancialmente diferentes de viagens turísticas, a começar pelo seu objetivo: trabalhar.
Mas vamos ao diário ...
Sai de casa 3h30 horas antes do previsto para embarque, o recomendável para vôos internacionais. Obviamente, sempre que você sai com tempo o trânsito está fantástico, não tem fila para o check-in, ninguém implica com a sua mala, o detetor de metais não não repara em você e, magicamente, 50 minutos depois de deixar sua casa, você já está pronto para embarcar, o que só acontecerá duas horas depois.
Mas experimente sair em cima da hora para ver como o universo conspira contra você ...
Como viajo de classe executiva (sou um executivo, ora bolas), tenho direito a esperar na sala VIP.
Isso faz muita diferença. No aeroporto de Miami, por exemplo, dá até para tomar um banho (divertidíssimo quando se está acompanhado). Aqui, não é o caso.
Mas ao invés de ficar mofando no saguão do aeroporto, estou aqui sentado em uma confortável poltrona, tomando suco de goiaba e postando, mordomicamente no blog.
E a pergunta que não quer calar: porque, filho de Deus, suco de goiaba ?
Porque como parte do programa de redução de custos, a Gol/Varig só serve suco de pêssego e goiaba, mesmo para os vips.
Não tem de maracujá.



