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terça-feira, maio 26, 2009

Diário de Bordo


Por absoluta falta do que fazer enquanto espero a hora de embarque, ocorreu-me que um diário de bordo seria um bom assunto para as postagens dos próximos dias (supondo que tenha acesso a internet e tempo para isso).
Alguns dirão: mas que tipo presunçoso, que elemento pretencioso, só porque viaja acha que é o gostoso ...
Na verdade, a inspiração é desmistificadora. A maioria dos seres humanos normais não tem a oportunidade de viajar com a frequencia que viajo em função do trabalho. Viagens de trabalho são substancialmente diferentes de viagens turísticas, a começar pelo seu objetivo: trabalhar.
Mas vamos ao diário ...
Sai de casa 3h30 horas antes do previsto para embarque, o recomendável para vôos internacionais. Obviamente, sempre que você sai com tempo o trânsito está fantástico, não tem fila para o check-in, ninguém implica com a sua mala, o detetor de metais não não repara em você e, magicamente, 50 minutos depois de deixar sua casa, você já está pronto para embarcar, o que só acontecerá duas horas depois.
Mas experimente sair em cima da hora para ver como o universo conspira contra você ...
Como viajo de classe executiva (sou um executivo, ora bolas), tenho direito a esperar na sala VIP.
Isso faz muita diferença. No aeroporto de Miami, por exemplo, dá até para tomar um banho (divertidíssimo quando se está acompanhado). Aqui, não é o caso.
Mas ao invés de ficar mofando no saguão do aeroporto, estou aqui sentado em uma confortável poltrona, tomando suco de goiaba e postando, mordomicamente no blog.
E a pergunta que não quer calar: porque, filho de Deus, suco de goiaba ?
Porque como parte do programa de redução de custos, a Gol/Varig só serve suco de pêssego e goiaba, mesmo para os vips.
Não tem de maracujá.

segunda-feira, maio 25, 2009

Imprescindíveis

É quando a gente está fazendo a mala para viagem que recebe o real valor das coisas.
De imediato, as saudades antecipadas das pessoas amadas que vai deixar, dos confortáveis e reconchegantes hábitos diários, do travesseiro, da cama, da máquina de café, da casa ...
E, em seguida, quando pragmáticos selecionamos o que iremos levar.
Gosto de viajar com mala pequena, preferivelmente que possa levar comigo dentro do avião.
Aos poucos vou ficando minimalista.
Um "costume" (para quem não sabe, "terno" é paletó, calça e colete - 3 peças - sem colete é "costume"), já que vou palestrar.
Calça jeans e camiseta preta para todos os outros momentos - isso é que é roupa.
Um punhado de meias e cuecas, um par de camisas (é Europa).
Lenço - pois é, descobri que usar lenço está fora de moda, não sei como. O que é que você faz quando encontra uma dama chorando ? Nem sempre dá para enxugar lágrimas com beijos ...
Pasta de dente ... sou super chato com isso. E escova, é claro, porque o dedo não dá a mesma sensação de dentes lisos e brilhantes.
Colírio para o avião.
Comprimidos diversos para todos os males triviais.
Desodorante e perfume.
Ah... um cinto ... calça social precisa de cinto ... e gravata, putz ... odeio gravata.
Acho que isso.
Levo também o carinho dos que ficam desejando que eu volte logo.
Mas isso não ocupa espaço na mala.
Beijos.

domingo, maio 24, 2009

A Sombra do Vento


Com toda a chuva de Salvador, aproveitando os breves intervalos entre outros afazeres, adiantei a leitura do livro A Sombra do Vento.
Encontrei a recomendação desse livro em um dos blogs que visitei uns meses atrás (não me lembro qual) e decidí lê-lo porque a história se passa em Barcelona, cidade para onde vou na próxima terça, palestrar em um congresso da WAN (Associação Mundial de Jornais).
O livro é bastatante simpático. Uma mistura de Harry Potter com Código da Vinci. Até onde lí, indicaria para adolescentes que gostam do gênero romance-mistério.
Um dos personagens, Fermín Romero de Torres, uma espécie de espião perseguido pelo governo pós-revolucionário, costuma dar conselhos "de homem para homem" para o jovem protagonista Daniel.
É um homem de grande experiência nas artes da sedução e dono de "tiradas" divertidas como a que reproduzo abaixo:
"O coração da mulher é um labirinto de sutilezas que desafia a mente grosseira do homem trapaceiro. Para realmente possuir uma mulher, é preciso pensar como ela, e a primeira coisa a fazer é ganhar sua alma. O resto, o doce e fofo embrulho que nos faz perder os sentidos e a virtude, vem por acréscimo."
Se o jovem Daniel (16 anos) vai fazer bom uso do "ensinamento", só saberei no final do livro.

sexta-feira, maio 22, 2009

quinta-feira, maio 21, 2009

Nucupativu


É latim. Em português virou nuncupativo, pequenos ajustes para melhorar a sonoridade.
Aprendi a palavra la no Cafofo da C.
No original em latim significa uma solenidade oral.
A versão em português é um termo legal para representar um casamento feito emergencialmente sem a presença das autoridades competentes (juiz de paz) e das formalidades adequadas.
É engraçado como associamos momentos importantes à necessidade de rituais e alegorias formais (ou liturgias, no caso da religião).
A sociedade chegou a um ponto em que essas formaliades são mais importantes do que o ato em sí.
O hábito (veste monástica) não faz o monge.
Mas ninguém bota fé num monge sem seu hábito ...

Visão didática sobre sustentabilidade

Caros,

O vídeo que a Zóia recomendou nos comentários da postagem anterior é muuiiito bom para quem se interessa sobre o assunto.
Vale a pena assistir.

http://video.google.com/videoplay?docid=1761245239234340590&hl=pt-BR

quarta-feira, maio 20, 2009

A pegada ecológica

O conceito de "pegada ecológica", siginificando o impacto que produzimos no mundo em função de nosso estilo de vida, está em alta.
Ontem assisti a uma palestra do economista Sergio Besserman, um carioca divertido (redundância, eu sei) e muito bem informado.
Durante a palestra, Besserman defendeu a tese de que não resolveremos o problema do consumo anti-ecológico sem a colaboração firme e decidida das mulheres, e exemplificou ...
"De um lado da rua passa um sujeito dirigindo uma convincente Pajero e do outro um rapaz caminhando a pé com um livro de Eça de Queiroz debaixo do braço."
Obviamente, a pegada do cara da Pajero é maior ...
Logo, enquanto as mulheres preferirem os homens com mais pegada, o problema irá persistir.

(meio machista, mas faz sentido do ponto de vista da macro-economia)

A moça e o mosquito

O rm postou a referência e fui conferir ...
Essa passagem ge-ni-al é parte de uma postagem no blog "Once Upon a Time" (desconheço o autor). Não resisti e estou reproduzindo para os frequentadores deste Café. Deleitem-se...

" ... Também não tenho escrito aqui nada porque quando ia comprar tabaco uma moça estava a coçar o olho esquerdo com os nós dos dedos da mão direita. E eu perguntei-lhe: “Foi um mosquito?” e ela respondeu “Foi?” e eu retorqui “Pode ter sido” e ela avançou ”Você acha?” e eu disse “É uma hipótese”e ela se espantou “Uma hipótese?” e eu asseverei “Em teoria é um mosquito, na prática preciso ver seu olho” e ela consentiu “Então, veja se meu olho tem mosquito” e eu olhei para dentro do olho e confirmei “É um mosquito muito grande no seu olho”. Fiz intenção de fugir, mas ela me segurou o braço e pediu “É capaz de tirar?” e eu disse “Sou capaz de tudo” e ela suplicou “Me tira o mosquito muito grande do meu olho?” e eu que não tinha como não socorrer uma moça com um mosquito grande no olho disse “Tiro” e ela abriu o olho e eu tirei o mosquito e disse-lhe que “os mosquitos grandes causam grandes infecções, tipo dengue” e ela questionou “É mesmo?” e eu não disse nada mas fiz um gesto afirmativo com a cabeça e ela perguntou “Tem como evitar a infecção grande?” e eu aproximei o meu rosto do dela e disse-lhe “Só lambendo de imediato” e ela me começou a lamber de imediato e que podia eu fazer contra uma língua contra os meus lábios?… "

terça-feira, maio 19, 2009

A Lua


Nós, os cancerianos, somos vítimas indefesas da lua.
E como não ser ?
Sua beleza pálida e azulada, as nuances de sombra e luz, o brilho solitário e distante que se insinua por entre as frestas das janelas do castelo ...
A lua reina à noite. Quando surge de dia, apenas observa ... uma presença quase imperceptível que só os cancerianos são capazes de notar, porque a sentem.
A lua é feminina. Não o astro em sí, mas o conceito... a sua magia.
Se esconde atrás da aparência fria, indiferente, defendida. Puro disfarce.
A lua escolhe para quem irá se entregar, se derramar.
E se o eleito souber merecer, ela o acompanhará para sempre.
Conta a lenda que algumas mulheres são filhas da lua.
Um observador atento poderá identificá-las pelo olhar. Ele tem o brilho da lua. Ou pelo formato do rosto, pelos cabelos quase sempre negros, densos, lisos mas revoltos. Rosto de fada. Não aquela fada de livros infantis. Fada de verdade, elemental, de personalidade forte e alma marota.
Bem aventurado aquele que encontra uma filha da lua.

(ps - estamos caminhando para lua nova ... inspira a introspecção)




segunda-feira, maio 18, 2009

Efeitos colaterais


Se eu continuar trabalhando todas as noites, vou ficar parecido com esse cara ...
Too bad !