Páginas

quinta-feira, julho 15, 2010

Sombra e agua fresca

Um pouquinho de férias depois de uns dias de trabalho duro não chega a fazer mal para ninguém ....

sábado, julho 10, 2010

É o canal

Com um pouco se sorte, vou poder ver de perto na segunda-feira.

The kids

Na foto, meus dois filhos e três sobrinhos: os varões da nova geração do clã Ferrari.
Estava pensando sobre os prazeres e os desafios de ser pai e lembrei-me de uma piada que lí num dos blogs dos frequentadores do Arguta (não me lembro qual).
O marido desafia a mulher a lhe dizer algo capaz de deixá-lo feliz e triste ao mesmo tempo.  A mulher responde: "você tem um pau maior do que o do seu chefe".
Como as associações de idéias não acontecem mais por acaso desde Freud, isso deve fazer algum sentido.

sexta-feira, julho 09, 2010

MMDC

Estudei no MMDC, na Móoca, nos dois primeiros anos do ginásio (ops, que coisa antiga).
Em todas as ocasiões solenes (tenho a impressão de que era todo dia), além do hino nacional (era época da ditadura militar), cantávamos o hino da escola:
"Nós somos os estudantes
Que só chegamos depois
Dos gloriosos instantes
De junlho de 32
Herdamos seu heroísmo
E a sua tenacidade
O seu gesto de civismo
Defendendo a liberdade"

* Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo foram os quatro estudantes, heróis da revolução constitucionalista de 1932

quinta-feira, julho 08, 2010

Acelerando

Depois de 4 dias em Maringá (vila ao lado de Visconde de Mauá), num simpático hotel do lado mineiro (a vila é cortada por um rio que divide RJ de MG), acordando às 10h da manhã para tomar café e caminhar na trilhas cortadas por cachoeiras lindíssimas, muito bem acompanhado por um grupo para lá de agradável e sossegado, relaxei.
Somando a isso, dois pequenos episódios ratificaram uma conclusão a que já tinha chegado.  Estamos vivendo de forma cada vez mais acelerada.
Resolvi assistir novamente um filme antigo: "Me chamo Trinity" (They call me Trinity), uma comédia faroeste com dois personagens muito divertidos (Terence Hill e Bud Spencer).  Como aconteceu com vários outros filmes antigos dos quais tinha boa lembrança, fiquei impressionado com a lentidão das cenas e a ingenuidade da trama.  Aliás, de todos os que andei resgatando, o único que não me deu essa impressão foi  "9 e 1/2 semanas de amor", que já andei comentando por aqui.
Na mesma noite, fomos à uma pizzaria muito simpática (Girassol, Oficina de Pizza), do lado carioca de Maringá, e nossas pizzas levaram aproximadamente uma hora para ficarem prontas. Pudemos observar a produção "artezanal" enquanto discutíamos, justamente, essa questão de ritmo da comunicação em geral.
Um pizzaiolo da capital paulista teria preparado umas 50 pizzas no mesmo intervalo de tempo.
A verdade é que, apesar da fome depois da caminhada vespertina, nos divertimos com a demora.  Observar o mau humor do pessoal das mesas ao lado contribuiu para a cena.
Acredito que ninguém tinha nada mais para fazer naquele momento ou depois dele, já que a cidade não oferece qualquer diversão noturna.  E o público do restaurante (os mau-humorados) era formado quase que exclusivamente por casais, que provavelmente escolheram esse recanto romântico para curtir alguns bons momentos juntos.
Mas estamos tão acelerados que a "lentidão" nos irrita.  A ociosidade nos incomoda.
Não é por acaso que a depressão é a doença da modernidade.

domingo, julho 04, 2010

Encontro de gerações

Estou aqui assistindo um interessante programa da GNT chamado Arquivo do Sexo.  O tema de hoje é sexo para pessoas acima dos 50 anos.
Entre alguns chavões e uma série de explicações biológicas sobre o impacto da idade sobre a sexualiade (prioritariamente baseados na redução dos hormônios para ambos os sexos), surgem comentários e dicas interessantes.
De passagem, o programa discute um fato curioso, que já havia observado por aqui.  Homens e mulheres mais jovens estão preferindo pares mais velhos. O fato vai além da velha crise masculina da meia-idade, quando os homens procuram as mulheres mais novas para auto-afirmação.
As mulheres mais jovens declaram que os homens mais velhos são mais seguros e atenciosos.  São acolhedores, cuidadores, menos críticos e elevam sua auto-estima.
Os homens mais jovens dizem que as mulheres mais velhas são menos complicadas e sabem o que querem.  Não se sentem ameaçados pela maior experiência eventual das parceiras (porque é normal) e como tem sua juventude e virilidade valorizadas, ficam mais seguros.
Homens e mulheres mais velhos são. obviamente, seduzidos pela beleza da juventude.  Mas é a admiração feminina e a vitalidade masculina dos mais jovens que efetivamente fazem a diferença.
Por outro lado, as queixas entre os de mesma idade se amontoam.  As meninas acham os meninos inseguros e afobados.  Os meninos acham as meninas complicadas e exigentes.  Os senhores se sentem criticados e diminuidos pelas senhoras que, além disso, exigem preliminares exaustivas que incluem, as vezes, dias de preparo para uma única relação sexual.  As senhoras não vêem a menor graça no parceiro sexual de sua própria idade, alegando falta de vitalidade e desejo.
Minha conclusão foi que a liberação sexual deu um nó na cabeça de muita gente.  Mas de certa forma é divertido ver onde isso vai dar.
O principal erro da reportagem, a meu ver, foi estabelecer 50 anos como "idade de corte", e não digo isso porque já estou lá.
Homens e mulheres bem cuidados de 50 anos hoje em dia são fisicamente equivalentes aos de 40 anos de duas gerações atrás.
Uma mulher de 50 anos, já na menopausa, se pratica atividades físicas regulares e faz reposição hormonal adequada, é muito mais animada do que foi aos 40.  A reportagem dá uma dica interessante: com a redução dos níveis hormonais, a sensibilidade e a lubrificação vaginal podem diminuir um pouco, mas a sensibilidade do clitoris permanece inalterada.
Homens de 50 anos, obviamente, já não passam o dia inteiro em ereção como aos 15 anos, mas continuam plenamente funcionais.  Apenas descartaram as ereções inúteis.
Outra bobagem que poderiam ter evitado foi, de passagem,  mencionarem que um homem mais velho quando toma Viagra fica em estado de permanente ereção.
É mentira.  As limitações à ereção masculina são muito mais psicológicas do que biológicas.  Se a cabeça não está bem, não há Viagra que resolva.  E se a cabeça estiver em ordem (o que, para o caso, significa sem pensar em nada além do momento), um homem saudável de qualquer idade não precisa de aditivos.
Enquanto sexo for tabú, o homem se sentir avaliado pelo tamanho e pela dureza do falo e a mulher tiver vergonha de explicar onde é que fica o tal do clitoris, a coisa vai continuar complicada para muita gente.
Que desperdício ...

sábado, julho 03, 2010

Choro da honra

Os jogadores do Paraguai choram, em público a derrota, após uma partida onde foram além dos seus limites para combater a poderosa equipe espanhola.
O jogador que perdeu o penalti, além de chorar, cobria o rosto com a camisa, desconsoladamente envergonhado, sentindo-se responsável pela desclassificação.
Alguém viu algum jogador brasileiro chorando ?
Se nunca teremos a disciplina militar dos alemães em campo, sobra a opção da garra ...
Ai que saudades do Filipão ...

sexta-feira, julho 02, 2010

Biográfico

Não me peçam nada antes das 10h00 da manhã e nada de preliminares depois das 2h00 na madrugada ...

Bioritmo

Lembram daquelas curvas do bioritmo, física, mental e intelectual ?
Me ocorreu fazer umas curvas assim para as minhas disposições durante o dia.
O senso de humor, a disposição para o trabalho, o apetite sexual, a criatividade e todas as outras energias motivadoras relevantes que resultam no nosso estado de espírito a cada momento.
Se não fosse tão tarde, faria agora....

quinta-feira, julho 01, 2010

Mulheres, fadas e musas


A Rossana, do Batom e Poesias, pediu-me que explicasse a diferença entre Fadas e Musas.
Resgatei uma postagem que havia feito aqui no Arguta em fevereiro de 2007...

Fadas e Musas são duas importantes entidades do imaginário (?) colettivo e é comum o uso indiscriminado das duas denominações para fazer referências a mulheres belas, interessantes ou relevantes por alguma razão.
Mas fato é que Fadas e Musas tem origens e papeis muito diferentes.
Fadas são elementais, seres mágicos da natureza, associadas aos bosques e florestas, com suas flores e fontes. Estão referenciadas em praticamente todas as culturas. São festivas, portadoras de boas notícias, carinhosas, afetivas e utilizam seus poderes mágicos para provocar interferências que modificam o mundo em favor de seus protegidos. O adjetivo “feérico”, que hoje tem o sentido de deslumbrante, teve como origem a palavra francesa “féerique” – relativo ao mundo das fadas (fée). Elas foram representadas de diversas formas ao longo dos séculos, mas a referência atual mais comum (pequenas, lindas e sensuais mulheres, dotadas de asas e com vestidos esvoaçantes e semi-transparentes) corresponde aos primeiros registros históricos das suas ancestrais "Lasas" etruscas, em 600 a.c. (fonte: www.rosanevolpatto.trd.br/fadas.html).
Já as Musas tem sua origem claramente definida na Grécia antiga e foram, segundo os poetas gregos, criadas pelos Deuses para inspirar a arte entre os mortais. Hesíodo foi o primeiro poeta grego a nominá-las e descreve-las, curiosamente na mesma época em que os Etruscos descreviam suas Lasas (VII a.c.). – fonte: http://clio.rediris.es/clionet/fichas/ant_musas.htm .
Há, portanto, uma grande diferença entre Fadas e Musas. Enquanto as primeiras são agentes da felicidade de seus protegidos, com os quais desenvolvem uma relação afetiva, as segundas inspiram suas obras, sem interferência direta ou relacionamentos pessoais. Umas se apaixonam, e tem por objeto a pessoa. Outras inspiram a paixão, desapaixonadamente, e tem por objeto a arte.
Fadas podem atuar como Musas, inspirando seus protegidos. E aí serão musas exclusivas.
Musas nunca serão fadas. Não tem poderes nem vocação para isso.
O artista pode evocar sua Musa, mas precisa merecer sua Fada, sendo escolhido por ela ou, em descobrindo-a, lutando para conquista-la.

A postagem de 2007 terminava aí.
Minha interpretação pessoal é a de que as Fadas e Musas representam para os homens a qualidade da relação que desejam ter com as mulheres ou a tradução de suas emoções no momento da paixão.
Um homem que se sente inspirado pela mulher que ama, particularmente no momento em que ainda não a conquistou mas sente que, de alguma forma, pode ser correspondido, a vê como uma Musa.
Um homem que acaba de conquistar (ou ser conquistado) por uma mulher carinhosa e cuidadora a vê como Fada.
Todas as mulheres são, potencialmente, Musas e Fadas.  Mas cabe ao homem provocar sua manifestação.