O céu é um lugar onde as pessoas não tem desejos ou necessidades, e podem viver em paz umas com as outras.
sexta-feira, agosto 08, 2008
terça-feira, agosto 05, 2008
Pensamento da noite
Na verdade ainda me espanta
a estreita relação
entre segurança e confiança
sem a primeira
a segunda não se pratica
e se perdemos a segunda
a primeira vai na esteira
uma questão profunda !
a estreita relação
entre segurança e confiança
sem a primeira
a segunda não se pratica
e se perdemos a segunda
a primeira vai na esteira
uma questão profunda !
sábado, agosto 02, 2008
A Bruxa de Barcelona
Pois é ... enquanto alguns insistem na velha fórmula da amante argentina, nosso seixiano Paulo Coelho optou pela Bruxa de Barcelona (a carioca Mônica Antunes, 39 - sua agente exclusiva).
Não sou fã dos livros do Paulo Coelho (prefiro a versão original, do Castañeda). Mas tenho que admitir que é um escritor pop modernamente brilhante. O único exemplo brasileiro de compreensão e boa articulação no cenário editorial global.
Ser escritor brasileiro e ganhar (muito bem) a vida com isso, não tem preço. A maioria tem dificuldades para pagar a fatura do Mastercard.
E, ademais, mesmo os mais críticos tem que aceitar do fato de que suas mensagens são inspiradoras. "Do bem", como diria uma amiga minha, pré-moderna.
Espero que a dona Mõnica consiga evitar que a criatividade de Sir Paulo o leve a cometer novos disparates de comunicação (como envelopar ônibus em Paris) e que seu novo livro seja mais um grande sucesso.
Ele trabalha muito para isso, e está abrindo caminho para novos escritores brasileiros.
Não sou fã dos livros do Paulo Coelho (prefiro a versão original, do Castañeda). Mas tenho que admitir que é um escritor pop modernamente brilhante. O único exemplo brasileiro de compreensão e boa articulação no cenário editorial global.
Ser escritor brasileiro e ganhar (muito bem) a vida com isso, não tem preço. A maioria tem dificuldades para pagar a fatura do Mastercard.
E, ademais, mesmo os mais críticos tem que aceitar do fato de que suas mensagens são inspiradoras. "Do bem", como diria uma amiga minha, pré-moderna.
Espero que a dona Mõnica consiga evitar que a criatividade de Sir Paulo o leve a cometer novos disparates de comunicação (como envelopar ônibus em Paris) e que seu novo livro seja mais um grande sucesso.
Ele trabalha muito para isso, e está abrindo caminho para novos escritores brasileiros.
terça-feira, julho 29, 2008
Bebês, Etanol e Lei Seca

A produção de Etanol no Brasil não provoca o aumento do preço mundial do açucar.
Mais álcool para os carros, menos álcool para os motoristas: as estatísticas provam a eficiência da Lei Seca na cidade de São Paulo, que contabiliza alguns milhões de economia apenas no sistema público de saúde.
Enquanto isso, cai a fertilidade no pais do carnaval.
Tudo isso é notícia na imprensa dessa semana. Estatísticas que viram notícias.
Vamos começar pela mais óbvia. Como bem disse meu amigo Edu, se houvesse a mesma fiscalização sobre os motoristas antes da Lei Seca, o resultado teria sido semelhante e os bebedores comedidos poderíam seguir tomando seu choppinho em paz. Não foi a mudança da lei que produziu a redução de acidentes, foi a fiscalização.
O Brasil foi pioneiro na produção de etanol automotivo e tem muita gente querendo jogar areia na nossa fogueira. Entretanto, como biocombustíveis são politicamente corretos, o Banco Mundial saiu em nossa defesa, se apressando em afirmar que não estamos contribuindo para a alta generalizada nos preços dos alimentos (nesse caso, do açucar). É óbvio, entretanto, que se toda a cana-de-açucar utilizada para produção de etanol (50% do total do país) fosse alocada à produção de açucar, teríamos muito mais açucar e, pela lei da oferta e demanda, o preço do açucar baixaria.
Já a redução na taxa de natalidade certamente não é nenhuma novidade, nem aqui nem em nenhum outro lugar do mundo ocidental. Mas talvez por uma curiosa e inconsciente associação entre "bebês de menos" e "beber de menos", o assunto tenha ganhado novo interesse.
Estatísticas são assim. Padecem do excesso ou da falta de originalidade em suas interpretações.
(imagem: www.tvgasm.com)
domingo, julho 27, 2008
sábado, julho 26, 2008
Consultório do Dr. Galhoffo
- E aí, doutor ?
- Bem ... pela avaliação propedêutica, o senhor sofre de inépcia ... um caso agudo ...
- E é grave, doutor ?
- Do ponto de vista gramatical, se é agudo não pode ser grave. Precisaríamos fazer alguns exames, mas não sei se o senhor será capaz ...
- O que eu faço, então ?
- Não faça nada. Fique em casa, repouse. Embora não seja necessariamente contagiosa, a inépcia esférica pode afetar aqueles que lhe estão próximos.
- Esférica ?
- É ... de qualquer ângulo que observemos, constatamos sua inépcia.
- Tem cura para isso ?
- Difícil ... a genética, como o senhor sabe, é hereditária. Melhor se habituar e viver conforme suas limitações.
- Como assim ?
- Mude de emprego ... arranje um cargo político ou trabalhe no serviço de atendimento a clientes de alguma empresa de telefonia celular... são atividades onde suas limitações serão vistas de forma positiva e não impedirão seu desenvolvimento profissional.
- Mas e minha mulher, meu filho ... como é que eu vou contar isso para eles ?
- Bem, considerando seu grau de inépcia, é bastante provável que sua mulher já tenha percebido e se arranjado de algum modo, o que significa que seu filho não deve ter sua carga genética. Pode ficar tranquilo.
- Que alívio, doutor ...
- Bem ... pela avaliação propedêutica, o senhor sofre de inépcia ... um caso agudo ...
- E é grave, doutor ?
- Do ponto de vista gramatical, se é agudo não pode ser grave. Precisaríamos fazer alguns exames, mas não sei se o senhor será capaz ...
- O que eu faço, então ?
- Não faça nada. Fique em casa, repouse. Embora não seja necessariamente contagiosa, a inépcia esférica pode afetar aqueles que lhe estão próximos.
- Esférica ?
- É ... de qualquer ângulo que observemos, constatamos sua inépcia.
- Tem cura para isso ?
- Difícil ... a genética, como o senhor sabe, é hereditária. Melhor se habituar e viver conforme suas limitações.
- Como assim ?
- Mude de emprego ... arranje um cargo político ou trabalhe no serviço de atendimento a clientes de alguma empresa de telefonia celular... são atividades onde suas limitações serão vistas de forma positiva e não impedirão seu desenvolvimento profissional.
- Mas e minha mulher, meu filho ... como é que eu vou contar isso para eles ?
- Bem, considerando seu grau de inépcia, é bastante provável que sua mulher já tenha percebido e se arranjado de algum modo, o que significa que seu filho não deve ter sua carga genética. Pode ficar tranquilo.
- Que alívio, doutor ...
Provérbio
Velho deitado chinês, Confuso diz:
Aquele que me contradiz com convicção
Muito bem sabe
Que nenhum de nós tem razão
Aquele que me contradiz com convicção
Muito bem sabe
Que nenhum de nós tem razão
sexta-feira, julho 25, 2008
Motivações
quarta-feira, julho 23, 2008
A arte de educar
A educação tem por objetivo o desenvolvimento do educando, do ponto de vista do educador.
Ocorre que nem sempre existe concordância entre as partes sobre o que significa desenvolvimento.
Logo, a noção de indivíduo educado é relativa.
E, embora haja, via de regra, um certo grau de consenso sobre o tema em cada cultura, esse acordo conceitual raramente se estende à aplicação prática cotidiana.
Não raro, os próprios educadores agem em desacordo com seus ensinamentos.
O que nos leva a proposição de um novo provérbio:
"Faça o que eu ensino, e não ensine o que eu faço."
Ocorre que nem sempre existe concordância entre as partes sobre o que significa desenvolvimento.
Logo, a noção de indivíduo educado é relativa.
E, embora haja, via de regra, um certo grau de consenso sobre o tema em cada cultura, esse acordo conceitual raramente se estende à aplicação prática cotidiana.
Não raro, os próprios educadores agem em desacordo com seus ensinamentos.
O que nos leva a proposição de um novo provérbio:
"Faça o que eu ensino, e não ensine o que eu faço."
terça-feira, julho 22, 2008
Pensar duas vezes

Aconselham os cautos: melhor pensar duas vezes antes de decidir.
Ora, senão vejamos ... se o segundo pensamento coincide com o primeiro, terá sido redundante e, portanto, supérfluo e dispensável.
Por outro lado, se contrastar com o primeiro estaremos diante de um dilema de escolha.
Escolheremos por antiguidade ou por recência ? Qual terá a prevalência ?
A alternativa de se pensar uma terceira vez compromete o vigor da recomendação inicial além de, obviamente, conduzir ao risco de um terceiro pensamento dissonante.
Isto posto, fica comprovada a inutilidade do duplo pensar e o despropósito do cauto conselho.
Havendo causado um problema a essa nobre classe social, a dos cautos, sinto-me na obrigação de oferecer uma solução. Na verdade, singela proposta de um tênue ajuste.
"Melhor pensar antes de decidir" - assim, mais simples e elegante, sem a insidiosa armadilha da determinação quantitativa.
Deixamos a critério do sujeito da decisão optar, ou não, pelo exercício repetitivo do ato de pensar.
Tudo vale, desde que pense pelo menos uma única vez.
(inspirado por um aforismo de Drummond em "O Avesso das Coisas")
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