De uma gostosa discussão com a presença de parte da tribo de nossa blogaldeia lá na terra do Walmir, surgiu um insight interessante.Eu já havia postado lá no Prozac uma digressão sobre o amor:
“O amor é um encontro sinérgico de neuroses complementares” – afirmei eu, como se entendesse do assunto.
Correndo o risco de ser considerado ainda mais pretensioso, posto uma afirmação complementar sobre o casamento:
“Casamento é um estado de espírito”
Não estou me referindo ao casamento formal, de papel passado e/ou sacramentado pela igreja.
Me refiro ao vínculo, à comunhão, ao encontro ressonante de duas pessoas que se amam e sentem num instante que se bastam, que formam um “eu” maior, indestrutível e imortal.
Esse casamento é um estado de espírito.
E o que discutimos durante o encontro foi justamente a freqüência com que esse estado de espírito é unilateral, ou desencontrado.
Alguém chegou a mencionar algo sobre comportar-se ou não como “casado”.
Mas o ponto que importa aqui não é o comportamento observável (esse fica para o julgamento da platéia). É o estado de espírito.
E o conjunto de expectativas que acompanha esse estado de espírito.
E o nível de frustração que se alcança quando essas expectativas não se cumprem. O que, alias, acontece sempre. Eu disse, sempre.
Mas, por favor, não se apressem em culpar o “outro”. Ele (ou ela) também tem suas expectativas, proporcionais a seu estado de espírito.
É por isso que o amor é tão bom e o casamento tão complicado.
No primeiro, a gente aproveita o que o outro tem para dar.
No segundo, cria expectativas. Quer um “amor maior” (Jota Quest).
Quer saber .... ame muito, e case com você mesmo !





