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terça-feira, fevereiro 16, 2010

Maldição de Família


Sou vítima de uma "maldição familiar"...
Num certo momento da história, duas gerações antes da minha, parte da família era viciada no "Jogo do Bicho".
Eram quase profissionais e tinham um método "infalível": a perseguição.
Em teoria, o método é simples. Você escolhe um bicho e joga nele. Se não ganhar, dobra a aposta no dia seguinte, no mesmo bicho. E vai fazendo isso até que o bicho "saia". Como o jogo tem apenas 25 bichos diferentes, espera-se que a cada 25 dias ele saia pelo menos uma vez. Não tem erro.
O problema é que se você começa a brincadeira com uma aposta de R$1,00 e o tal bicho leva 25 dias para sair, dobrando a aposta diariamente você estará apostando R$ 16 milhões no último dia.
E o pior aconteceu. Meus antepassados começaram a perseguir um bicho que não saia e, quando se deram conta, já haviam empenhado seus salários e economias, além de pedir dinheiro emprestado para outros familiares que não eram viciados em jogo.
Quando praticamente toda a familia já estava endividada, uma tia que era espírita e medium, recebeu a visita de seu falecido marido durante uma sessão. O finado tio pediu que ela promovesse uma reunião de família para a sessão seguinte, convocando os "jogadores".
Titia tratou de promover o encontro com a presença da maioria dos parentes desesperados.
Titio, através de titia, fez um longo sermão sobre o absurdo da situação e terminou dizendo:
- Vocês devem jogar na próxima 6a feira no número que vou indicar e, depois disso, não voltem a jogar. Desse dia em diante, ninguém mais desta família vai ganhar nada em jogos de azar.
Os parentes juntaram o que puderam de dinheiro e jogaram no número do titio.
E .... ganharam o suficiente para pagar todas as suas dívidas, salvar a família da bancarrota coletiva, e ainda ficaram com algum troco.
De lá para cá, que eu saiba, ninguém mais da familia ganhou qualquer coisa em jogos de azar.
Incluindo eu !
Maldição ! O negócio é continuar trabalhando depois do carnaval.

domingo, fevereiro 14, 2010

Outros carnavais


Dani Sperle tirou o tapa sexo durante sua apresentação como destaque da IMperador do Ipiranga. A foto é do UOL ... tomei emprestada para ilustrar a matéria, mas não vou fazer qualquer comentário sobre a moça. Segundo consta, é namorada do Alexandre Frota, e há que respeitar isso.
O ponto aqui é comentar que o Carnaval costumava ser uma festa de libertação. Um raro e único momento do ano onde as pessoas interessadas poderiam ignorar a repressão moral e, como se costumava dizer, "soltar a franga". Um ato coletivo de insubordinação, implicitamente aceito pela sociedade. Poucas regras, muita diversão, pessoas próximas da felicidade. Feios, gordos, magros, bonitos, tarados, gays, voyers, alcoólatras, assumidos ou não, de qualquer classe social ,podiam sambar nos clubes e nas avenidas como quisessem, quanto quisessem.
Nunca gostei muito do Carnaval, mas sempre respeitei esse espírito.
Lamentavelmente, a coisa mudou.
Os desfiles, cheios de regra, exigem disciplina militar. Toda nudez será castigada, embora os atrazos sejam um pecado maior (cinco minutos de atraso valem por uma genitália exposta).
Tanto na avenida como nos clubes a diversão já não é para qualquer um. Sem litros de silicone, horas diárias de musculação ou uns minutinhos na TV, você passa para o segundo time.
E o primeiro time, meus caros, já não sabe mais o que é se divertir.
Ouvi dizer que ainda existem lugares, mais ao norte, onde tudo se passa como em outros carnavais.
Espero que seja verdade.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Caixinha, obrigado !!!


Certa vez um sócio de uma grande empresa me disse, indignado, que não entendia porque precisava pagar um prêmio por um sujeito ter feito aquilo que ele era pago para fazer.
Ele se referia à bonificação que os executivos recebem quando atingem suas metas.
Na sua opinião, os executivos já recebiam um salário e deveriam ser penalizados caso não alcançassem os objetivos.
Eu expliquei que era exatamente isso que ocorria.
A remuneração de um executivo é composta, hoje em dia, por uma parte fixa e outra variável em função de seu desempenho. Se ele não consegue atingir suas metas, recebe menos do que poderia receber se tivesse atingido ou superado.
O sócio ficou mais tranqüilo com a explicação. Pareceu mais razoável sob esse ponto de vista.
Adotar uma política de remuneração para executivos com uma parcela fixa e outra variável é uma pratica bastante comum nas médias e grandes empresas e se baseia no mesmo princípio das comissões oferecidas para os vendedores: motivação.
Qualquer profissional responsável é automotivado para cumprir suas obrigações. Mas, convenhamos, se tiver um ganho adicional por isso (ou deixar de ganhar se não o fizer) tenderá a esforçar-se mais.
Mas como meu avô costumava dizer quando criticava o casamento, a maioria das idéias boas se perde na implementação.
Evocando uma cena cotidiana, vamos a um restaurante e, com freqüência, deixamos uma “caixinha” (gratificação) para o garçon. Nada mais comum.
Isto tem uma certa eficiência se você costuma retornar ao local com freqüência e a gratificação é suficientemente generosa para que o garçon se lembre de você.
Mas vamos tomar a situação de uma visita única ao restaurante.
Deixar uma caixinha ao partir, se você não pretende voltar tão cedo, é um desperdício de dinheiro. Não vai garantir um melhor atendimento, já que o garçon terminou o seu serviço.
Deixar uma caixinha logo na entrada é um pouco mais eficiente. Mas lembre-se de que o garçon não ganhará nada a mais por atendê-lo melhor. Você já pagou por isso.
O procedimento mais eficiente seria chamar o garçon e dizer que pretende recompensá-lo pelo bom atendimento ao final da refeição. Como prova da seriedade de sua intenção, poderia antecipar, digamos, uns 30% da caixinha, informando que os outros 70% dependerão de seu desempenho. E, se quiser melhora, explique para ele que critérios vai utilizar nessa avaliação (gentileza, agilidade no atendimento, boas sugestões). Você estará estabelecendo um contrato, estipulando o valor do serviço e pagando contra entrega.
Isso funciona.
Curiosamente, acontece com freqüência, mesmo em grandes empresas, que a remuneração variável seja tratada como a caixinha do garçon.
O funcionário sabe que tem chance de ganhar alguma coisa adicional se trabalhar bem, mas não sabe exatamente quanto vai ganhar e/ou o que deve fazer para merecer o prêmio. E, ainda pior, tudo vai depender do humor do empregador no final do ano.
Claro que essa prática costuma estar vestida de terno e gravata.
Um dos casos mais comuns é a contratação de metas inatingíveis, porém negociáveis no final do ano. Estipula-se uma meta de 100 milhões para o faturamento sabendo que, num cenário otimista, chega-se a 90 milhões.
Isso garante um certo poder para o gestor na relação com o subordinado. O pagamento da remuneração variável passa a depender da tolerância ou da boa vontade dele. Virou “caixinha”.
Outro caso similar é a definição de metas vagas como “melhorar o desempenho da equipe” ou “aprimorar o produto”. Se não existem indicadores adequados para mensuração da performance, a avaliação final do resultado será subjetiva. Virou “caixinha”.
Também é comum, tal qual em alguns restaurantes menos requintados, que o executivo peça uma caixinha. Algo do tipo, “considerando o desempenho excepcional de nossa equipe na superação de todas as expectativas, acredito que o estabelecimento de um prêmio como reconhecimento dos acionistas a essa performance seria altamente motivador para o time”. Pediu “caixinha”.
A grande diferença é que a caixinha dos executivos costuma ser bem maior do que a dos garçons.


(foto: de uma postagens sobre "caixinha" em aviões, so blog Simpliflying)

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

A mulher barbada

Deu no UOL ... um embaixador árabe cancelou o casamento depois de descobrir que sua mulher tinha barba e era vesga. Em outro periódico ví alguns comentários sobre a viagem de Lula ao mundo árabe, mas acho que não tem qualquer relação.
Tudo bem que certas culturas ainda sejam contra o sexo antes do casamento ... mas uma levantadinha no "niqab" (o véu) não chega a ser um pecado maior.
Nada contra as feias, até porque beleza é relativa e está longe de ser a melhor qualidade das mulheres. Barba, entretanto, me incomoda.

HaiKai da madrugada

Ainda não pia a Cotovia ...
proponho à Lua
uma breve parceria

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Qualquer bobagem...


Enquanto o Ernesto não publica o sexto capítulo de Legítima Defesa lá no Assertiva, não posso começar nada sério por aqui ...
Já falei de água benta, homens, relógios e vibradores.
Poderia juntar tudo e afirmar que os homens deveriam trocar seus relógios por vibradores e lavar depois com água benta, mas não me parece uma construção apropriada para um blog familiar.
Então resolvi fazer uma sugestão familiar, retirada do UOL ... que tal experimentar um hotdog diferente ?
É só colocar a salsicha no forno ...


domingo, fevereiro 07, 2010

Assunto vibrante


Para terminar o domingo e/ou começar a semana, nada como um assunto vibrante, literalmente.
Estava lendo uma edição antiga da Scientific American quando encontrei o tema para a postagem: o vibrador.
Descobri que os médicos do século I (sim, aquele que inicia a contagem "d.C.") prescreviam o orgasmo clitoriano como tratamento para mulheres histéricas.
O tratamento, na época manual, era aplicado pelos próprios doutores. As pacientes mais resistentes eram encaminhadas às parteiras, o que é compreensível ... as vezes é um parto mesmo.
O vibrador eletromecânico só foi inventado depois de 1880, diminuindo a duração do tratamento para histeria, para felicidade dos médicos e das pacientes.
No início de século XX os vibradores eram anunciados como um eletrodoméstico indispensável e adquirido pelas mulheres que preferiam a auto-medicação (o início do movimento feminista).
A diversão acabou por volta de 1920, quando Freud desmistificou a histeria e inventou o sexo verbal. Não consta, pelo menos que me lembre, qualquer menção ao papel da lingua nos escritos de Freud sobre o assunto.
Para quem quiser saber mais sobre essa história, a revista recomenda a leitura do livro "A Tecnologia do Orgasmo".
Eu fiquei aqui pensando se, no meio de tanta modernidade, não valeria a pena escrever um "paper" sobre o "orgasmo digital" ...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Sobre homens e relógios


O detalhe do relógio na última postagem gerou alguma polêmica e certa curiosidade.
Não tenho nada contra relógios, exceto por sua redundância.
Obviamente, ninguém usa um relógio nos dias de hoje para saber o horário. Só os obssessivos.
O horário está disponível no seu celular, no painel do seu carro, nos relógios de rua, na tela de seu computador, com a pessoa ao seu lado ...
Logo, descontados os neuróticos, para os demais o relógio é uma alegoria de pulso.
Todo ítem escolhido como enfeite revela algo sobre o portador, desde o seu (bom ou mal) gosto até a maneira pela qual gosta de ser percebido.
O relógio, por sua óbvia desnecessariedade, é por demais explícito. Entrega com singular transparência as intenções do usuário.
Foi por isso que escolhi esse detalhe para ilustrar uma característica do que poderia ser considerado um homem interessante na postagem anterior.
Apenas para sugerir que um certo mistério a respeito da personalidade do homem pode ser interessante quando se deseja um relacionamento longo.
Mais tempo para desvendar significa um pouco de novidade a cada dia ...


ps - eu uso relógio episodicamente ... e sempre que me lembro quando viajo de avião e sou obrigado a desligar o celular ... prefiro modelos simples e discretos, sempre analógicos e com o mínimo de botões, aros e ponteiros.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

A pergunta certa para escolher seu homem

De um modo geral, as mulheres tem uma certa dificuldade para avaliar um homem de "bate-pronto".
Tendem a usar parâmetros femininos como sapatos, roupa, corte de cabelo, cuidado com o corpo, cheiro e, até, o formato da bunda (para as mais safadas).
Ledo engano. Se um homem tirar 10 em todos esses quesitos, mantenha distância.
A maneira mais fácil para reconhecer o homem adequado é fazendo uma pergunta simples, logo na chegada, olhando diretamente para seus olhos:

- Pode me dizer que horas são ?

Se ele olhar imediatamente para o relógio e responder com educação, deve ser bem casado;
Se te olhar de cima a baixo, prestando especial atenção aos sapatos, antes de responder, deve ser gay;
Se ele te olhar de cima a baixo, prestando atenção especial a alguma outra parte de sua anatomia que não sejam os sapatos enquanto move o braço e, em seguida, te responder, ou é inseguro ou não está interessado.
Se ele responder imediatamente com alguma cantada barata do tipo "é hora da gente se conhecer melhor" está interessado por você ou por qualquer outra coisa que use saia.
Agora, se ele sustentar seu olhar por alguns segundos sorrindo, tirar o celular do bolso com elegância (porque não usa relógio), responder com tranquila amabilidade e iniciar uma conversa de forma educada e criativa (algo do tipo "posso te fazer uma pergunta também"), vale a pena investir.

Simples, não é ?

Onde chegamos !!!!!!!!!!


Deu no Estadão: 360 pessoas intoxicadas por água benta na Russia.
Bem que os cientistas avisaram que a coisa está ficando feia ...
Tudo está contaminado ou em vias de.
Mas quando a coisa chega a esse ponto em que a água benta de uma igreja ortodoxa num país comunista já não dá para beber, é o início do fim dos tempos.
Não deixe para amanhã o que você gostaria de fazer hoje !!!!
(foto: www. mixar.com.br)