Caros amigos e amigas ...
A partir de amanhã e até o dia 08/12 estarei viajando e sem acesso à internet.
Logo, lamento informar que não postarei nesse período.
Provavelmente, deixarei o Arguta fora do ar.
Na volta visito vocês e aviso sobre novas postagens.
Bjs.
Sábado, Novembro 28, 2009
Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Esquizofrenia digital
As publicações especializadas alertam: seu empregador pode "investigar" sua vida digital nas redes sociais .... Por isso, todo cuidado é pouco !
Engraçado ... A questão é que o seu "ser profissional" poderá ser julgado a partir das atitudes do seu "ser social".
A sugestão implícita é que você seja uma pessoa diferente em cada ambiente.
Não vamos confundir com atitudes adequadas a cada situação, o que é um sinal de civilidade (também uma escolha, aliás).
Alguém, que considerava o Arguta como algo distinto do que um executivo deveria ter como blog (já abrindo uma exceção para admitir que um executivo possa ter um blog), me perguntou se eu não me "preocupava" com isso.
Eu respondi que não, e o sujeito ficou esperando uma explicação que não dei porque achava desnecessária.
Aí ele me perguntou se eu não tinha medo de perder o emprego por causa do blog.
Eu pensei em explicar que um sujeito que tem medo de perder o emprego já perdeu e ainda não sabe, mas passei ...
Preferi apenas responder que meus empregadores não encontrariam no Arguta nenhuma nova razão para me mandar embora.
Ele não entendeu e eu considerei que sua atitude não era indicadora do legítimo interesse de compreender minhas "razões". Ele só queria provar minha idiotice e isso eu sou capaz de fazer sozinho.
Quanto a esperar que eu seja uma pessoa diferente no trabalho, ou pior, que eu paute minha vida pessoal em função da pessoa diferente que alguém espera que eu seja no trabalho, só posso dizer que minha esquizofrenia ainda não chegou a esse ponto...
Engraçado ... A questão é que o seu "ser profissional" poderá ser julgado a partir das atitudes do seu "ser social".
A sugestão implícita é que você seja uma pessoa diferente em cada ambiente.
Não vamos confundir com atitudes adequadas a cada situação, o que é um sinal de civilidade (também uma escolha, aliás).
Alguém, que considerava o Arguta como algo distinto do que um executivo deveria ter como blog (já abrindo uma exceção para admitir que um executivo possa ter um blog), me perguntou se eu não me "preocupava" com isso.
Eu respondi que não, e o sujeito ficou esperando uma explicação que não dei porque achava desnecessária.
Aí ele me perguntou se eu não tinha medo de perder o emprego por causa do blog.
Eu pensei em explicar que um sujeito que tem medo de perder o emprego já perdeu e ainda não sabe, mas passei ...
Preferi apenas responder que meus empregadores não encontrariam no Arguta nenhuma nova razão para me mandar embora.
Ele não entendeu e eu considerei que sua atitude não era indicadora do legítimo interesse de compreender minhas "razões". Ele só queria provar minha idiotice e isso eu sou capaz de fazer sozinho.
Quanto a esperar que eu seja uma pessoa diferente no trabalho, ou pior, que eu paute minha vida pessoal em função da pessoa diferente que alguém espera que eu seja no trabalho, só posso dizer que minha esquizofrenia ainda não chegou a esse ponto...
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Shakira para as lobas
Sábado, Novembro 21, 2009
Sobre propaganda
Um comentário curto sobre propaganda ...
Na vitrine da Timberland do Shopping Higienópolis algo como "se você não for FAST vai acabar sendo FOOD" (em inglês no original).
E alguém achou a sacada tão bacana que a frase está registrada (TM).
Na TV, um comercial, creio que do FOX, onde um cara procura o médico para reclamar do efeito colateral do remédio: voz fina. O médico levanta e leva o cara para o interior de um FOX que se encontra surrealisticamente dentro do consultório.
O cara se esquece do problema da voz, encantando com os detalhes do FOX.
Quase engraçado. Fico imaginando como seria a estratégia de comunicação.
Ok .. estou ficando um velho rabugento e saudosista, lembrando do início dos anos 80 quando o Ênio Mainardi e sua equipe na Proeme criavam campanhas solidamente embasadas por conceitos fortes para posicionamento dos produtos como "bons amigos merecem Smirnoff" e "Tabacow, uma base de carinho".
Lembro do filme de lançamento de uma nova versão de Bonzo (comida para cães):
- Auuuuu ! ... agora o que era Bonzo ficou mehor ...
Naquela época, a propaganda realmente explicava, convencia e motivava, de forma memorável.
E eu gostava.
Rabugento e saudosista ...
Na vitrine da Timberland do Shopping Higienópolis algo como "se você não for FAST vai acabar sendo FOOD" (em inglês no original).
E alguém achou a sacada tão bacana que a frase está registrada (TM).
Na TV, um comercial, creio que do FOX, onde um cara procura o médico para reclamar do efeito colateral do remédio: voz fina. O médico levanta e leva o cara para o interior de um FOX que se encontra surrealisticamente dentro do consultório.
O cara se esquece do problema da voz, encantando com os detalhes do FOX.
Quase engraçado. Fico imaginando como seria a estratégia de comunicação.
Ok .. estou ficando um velho rabugento e saudosista, lembrando do início dos anos 80 quando o Ênio Mainardi e sua equipe na Proeme criavam campanhas solidamente embasadas por conceitos fortes para posicionamento dos produtos como "bons amigos merecem Smirnoff" e "Tabacow, uma base de carinho".
Lembro do filme de lançamento de uma nova versão de Bonzo (comida para cães):
- Auuuuu ! ... agora o que era Bonzo ficou mehor ...
Naquela época, a propaganda realmente explicava, convencia e motivava, de forma memorável.
E eu gostava.
Rabugento e saudosista ...
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Sustentável, moderno, politicamente correto
Máscara de argila branca do amazonas (mais especificamente da Ilha de Marajó) produzida pela Kiehl's, uma botica de New York fundada em 1851...Segundo a vendedora, a argila é extraída de maneira sustentável e o negócio ajuda a gerar bons empregos para os pobres do terceiro mundo.
A embalagem, é claro, feita com material reciclável.
A empresa não gasta em propaganda. Investe tudo no aprimoramento dos produtos.
A Madonna, o Brad Pitt e o Andy Warhol também usam.
E, apesar de tudo isso, funciona. É excepcionalmente eficiente na tarefa de limpar a pele e fechar os poros.
No mundo moderno você não pode andar por aí com seus poros abertos. É inadmissível.
E se você pode resolver esse problema ajudando os pobres da Amazônia, reciclando plástico e evitando a poluição publicitária, é quase um dever fazê-lo.
Aos que intuiram uma certa doze de ironia na postagem, esclareço que ela é dirigida à minha constante perplexidade em relação à criatividade inútil do "homo shoppiens".
E durma-se com uma máscara dessas.
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Na calada da noite
Silêncio sepucral ...
Apenas o som de automóveis rodando ao longe, lembrando o ruído do mar.
Um paulistano sentindo saudades do mar .. só pode ser isso.
O fluxo começa a se reverter e os pensamentos, outrora soterrados no inconsciente, afloram desconexos.
Emoções-síntese, sem sentido formal.
Imagine se você pudesse reviver apenas a emoções que sentiu durante um filme. Sem imagens, sem sons .. apenas a sequência de emoções.
É assim, na calada da noite, porque a noite cala.
Se prestar atenção, pode identificar a sensação de fundo.
Num dia tranquilo, paz.
Num dia agitado, ansiedade.
Angustia, nos dias difíceis, tristeza nos dias de perda, felicidade, nos dias premiados.
E a melhor de todas as sensações, a plenitude, num dia bem vivido.
Nesse momento, me sinto assim, pleno.
Não foi um dia marcado por nenhum evento especial.
Apenas repleto de pequenos momentos gostosos que poderiam ter durado mais, mas que foram muito bons enquanto duraram e deixaram gostinho de quero mais.
Um dia daqueles que dá vontade de guardar. Não para repetir, porque a vida é rica demais para repetições. Apenas para lembrar que a gente não precisa muito para ser feliz.
E para terminar com um sorriso agredecido ... em silêncio.
Apenas o som de automóveis rodando ao longe, lembrando o ruído do mar.
Um paulistano sentindo saudades do mar .. só pode ser isso.
O fluxo começa a se reverter e os pensamentos, outrora soterrados no inconsciente, afloram desconexos.
Emoções-síntese, sem sentido formal.
Imagine se você pudesse reviver apenas a emoções que sentiu durante um filme. Sem imagens, sem sons .. apenas a sequência de emoções.
É assim, na calada da noite, porque a noite cala.
Se prestar atenção, pode identificar a sensação de fundo.
Num dia tranquilo, paz.
Num dia agitado, ansiedade.
Angustia, nos dias difíceis, tristeza nos dias de perda, felicidade, nos dias premiados.
E a melhor de todas as sensações, a plenitude, num dia bem vivido.
Nesse momento, me sinto assim, pleno.
Não foi um dia marcado por nenhum evento especial.
Apenas repleto de pequenos momentos gostosos que poderiam ter durado mais, mas que foram muito bons enquanto duraram e deixaram gostinho de quero mais.
Um dia daqueles que dá vontade de guardar. Não para repetir, porque a vida é rica demais para repetições. Apenas para lembrar que a gente não precisa muito para ser feliz.
E para terminar com um sorriso agredecido ... em silêncio.
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Novo Show da Kiwi

O Arguta Café tem a honra de apresentar o novo show da banda Kiwi Dilemma.
Só não é nepotismo porque o Guilherme, baixista da banda, é meu filho mais novo. E "nepote" significa "sobrinho".
Corujice à parte, a banda toca um pop-rock-romântico bem bacana, com Vivi no vocal, Rafa na batera e Caio na guitarra.
O evento será apenas para convidados da banda. Quem quiser assistir pode me mandar um e-mail e eu coloco o nome na lista (prerrogativa de patrocinador).
O show, que será gravado para produção de um DVD, marca o lançamento do CD Demo da banda.
Espero vocês por lá.
Para saber mais sobre a Kiwi, visite sua página no MySpace e escute "Erros e Perdões", uma da minhas músicas prediletas.
Pecado e Capital

Dando uma revisada no blog descobri que o link para a minissérie "Pecado e Capital" estava apontando apenas para os capítulos publicados no Assertiva.
Peço sinceras desculpas aos que se motivaram a ler.
Seguem os endereços corretos dos capítulos....
PECADO E CAPITAL
Parte 1 - O Céu
Parte 2 - A Terra
Parte 3 - O Sexo dos Anjos
Parte 4 - Beata Constância
Parte 5 - Conspiração
Parte 6 - Estrela da Manhã
Parte 7 - Revelação
Parte 8 - Nas asas de Azazel
Parte 9 - Um anjo se prepara
Parte 10 - Vox populi, potere Dei
Parte 11 - Alea Jacta est
Parte 12 - A recusa (final)
Clip de encerramento (uso da música autorizado pelo Serginho, dos Mutantes)
Domingo, Novembro 15, 2009
Culpa das autoridades
Não gosto de falar de política e não costumo fazê-lo aqui no Arguta.
Mas considerando que, como sempre acontece, dedos acusadores foram levantados contra as autoridades no recente episódio das inundações no Rio de Janeiro, achei que valia a pena comentar o assunto.
As autoridades que criticamos, o poder executivo, foram eleitas e, muitas vezes, reeleitas por nós.
Decidimos acreditar em suas mentiras ou, no mínimo, ser coniventes com elas.
É isso que significa votar.
Nossa posterior indignação não ultrapassa os limites do sofá da sala.
E, na verdade, é muito cômodo acusá-las mais tarde, veementemente.
Os dedos que apontamos, meus caros, se fossem armas capazes de atirar e atingir os verdadeiros culpados, protagonizariam um excelente caso ilustrativo da expressão "tiro que sai pela culatra".
Mas considerando que, como sempre acontece, dedos acusadores foram levantados contra as autoridades no recente episódio das inundações no Rio de Janeiro, achei que valia a pena comentar o assunto.
As autoridades que criticamos, o poder executivo, foram eleitas e, muitas vezes, reeleitas por nós.
Decidimos acreditar em suas mentiras ou, no mínimo, ser coniventes com elas.
É isso que significa votar.
Nossa posterior indignação não ultrapassa os limites do sofá da sala.
E, na verdade, é muito cômodo acusá-las mais tarde, veementemente.
Os dedos que apontamos, meus caros, se fossem armas capazes de atirar e atingir os verdadeiros culpados, protagonizariam um excelente caso ilustrativo da expressão "tiro que sai pela culatra".
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Leitura no mundo digital
Para melhorar um pouco a minha combalida imagem por aqui, achei que valia a pena comentar a apresentação que fiz no encontro da ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas).O congresso foi pautado pelos desafios da mídia impressa num mundo digital.
Minha parcela de contribuição foi centrada na questão da medição
dos fenômenos associados à participação do consumidor na construção do discurso das marcas e, particularmente, na contribuição dos editores de revistas para o processo de comunicação publicitária.
Entre outros temas, discorri sobre os diferentes papeis que os leitores desempenham nesse processo de construção, como "conectores", "experts" ou "vendedores de idéias" e seu respectivo poder de influência sobre os receptores da mensagem.
Tema interessante sobre o qual seria capaz de falar durante o dia inteiro, mas tive a dura tarefa de resumir a questão em 15 minutos.
Mais para frente pretendo escrever um artigo e publicar o link aqui no Arguta, para os interessados.
Bom fim de semana.
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