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quarta-feira, maio 03, 2006

Sucesso Profissional 2 – A questão da autoridade

Minha última postagem sobre sucesso profissional gerou uma série de comentários, alguns no blog e outros pessoais ou por e-mail.
Basicamente, os comentários foram de 3 naturezas distintas.
Um grupo (majoritário) concordou com o conceito de que o sucesso está diretamente relacionado com a atitude e considerou interessante e útil a classificação das pessoas nos 4 grupos que mencionei (acomodados, alarmistas, solucionadores e realizadores).
Outro grupo achou bastante oportuno discutir a questão do sucesso profissional sob a ótica da realização pessoal e profissional, independentemente do status e da hierarquia.
E um terceiro grupo (minoritário) sugeriu discutir quais seriam as características identificadoras de um perfil de “diretor”, tema deste “post”.
Lembrei-me de um teste a que fui submetido há aproximadamente 3 anos como parte de um programa de avaliação de potenciais e competências da empresa em que trabalho.
O Work Levels (esse é o nome do teste) avalia o potencial de um profissional para ascender na hierarquia de uma empresa a partir de seu conforto com o “horizonte de tempo” das decisões e a inerente necessidade de lidar com incertezas e ambigüidades.
O conceito, embora limitado, é interessante e apropriado. Na medida em que o profissional assume postos mais altos na hierarquia da empresa, aumenta a demanda por decisões com menor grau de certeza e com implicações de mais largo prazo. E observo que a grande maioria das pessoas se sente bastante desconfortável com isso.
Entretanto, creio que o principal desafio para um profissional em ascendência, no modelo de gestão praticado pela maioria das empresas, é o exercício da autoridade.
Autoridade é um conceito complexo. Muito comum confundir autoridade com arrogância, prepotência, liderança, comando, chefia, e outros conceitos associados à forma pela qual se exerce a autoridade.
A “autoridade” a que me refiro não tem sinônimos. É uma complexa fusão de autonomia de pensamento, conhecimento, responsabilidade, comprometimento e determinação.
Cargos de comando exigem o desenvolvimento desta competência.
O desenvolvimento da autoridade é um processo visceral. É necessário, primeiramente, conquistar a autoridade sobre si mesmo, para depois exercê-la no papel de executivo.
É para pensar ...