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sábado, abril 14, 2007

Pilares da terra ...


Para cada Vicent Van Gogh existe um Theodore Van Gogh.
Não fosse seu irmão Theo, ilustre desconhecido, Vincent, o Van Gogh, não teria a oportunidade de tentar sua carreira artística. Foi Theo quem sugeriu a carreira, incentivou e sustentou seu irmão durante toda sua vida.
Theo não tem museu em seu nome, não ficou famoso e quando muito é lembrado como irmão do Vincent.
Mas é aos Theos que a humanidade tem que agredecer pelos Vincents que conheceu.
Reconhecer e estimular os talentos é um talento tão grande quanto, e um ato de generosidade ainda maior.
ps - Theo morreu 6 meses depois de seu irmão (missão cumprida)

12 comentários:

Anne M. Moor disse...

Que história bonita e um amor desinteressado...

Ernesto Dias Jr. disse...

Então é por isso que filho único não vai pra frente?

Walmir Lima disse...

Isso me lembra um tal de 'Arguta Café'. Belo Pilar de incentivos!

Maria disse...

Adorei a história. Os pequenos detalhes é que fazem a diferença.

Lú. disse...

Uai, eu conheço alguns filhos únicos que vão pra frente...
Fávio, duas coisas lindas nesse post. A primeira é a forma de amor realmente de entrega (sem egocentrismos) que é a generosidade.
A segunda é o título(genial), que se encaixa perfeitamente na figura e na vida. Grande Fávio...

Amanda Arthur disse...

Conhecia a história, mas nunca a havia lido assim. Interessante!
Já ouvi falar num livro chamado "Cartas a Theo", que compila cartas escritas por Vicent para irmão, que no conjunto, contam a história da vida do artista... Devem dizer muito sobre esta relação fraterna também.
Pergunta: esta foto é real?
Quando estive na Holanda visitei o Museu Van Gogh (intenso!), mas não tinha idéia destes túmulos, lado a lado, tão cheios deste significado que você nos mostrou...
Pelo jetio, as férias estão repletas de bons momentos. Fico feliz! Você merece!
Beijo grande.

zuleica disse...

Que saudade e que vontade de estar aí com você. Adorei o Theo.-Beijos da zuleica.

Udi disse...

Que sacada genial de uma mente generosa.

Anônimo disse...

Olha que curioso, tudo isso em 30 e poucos anos... num século com tão pouca tecnologia.
O Vincent morreu com 37 anos. E o Theo, nascido em 1º de maio, com 33 anos... Missão cumprida mesmo!

Udi disse...

Lu? É você? I don´t think so...
Céus! Mais um(a) anônimo(a)?!

Flavio Ferrari disse...

Um amigo psicólogo definiu o amor como o legítimo interesse pelo desenvolvimento do outro.
Não estou seguro de que o Theo fosse "desinteressado". Creio que um irmão incapaz de se sustentar era um peso para ele, que não era rico. Mas isso não diminue a grandeza do gesto.
E, meu caro Ernesto, os Theos, como você bem sabe, nem sempre são irmãos de sangue (são de alma).
Walmir,é uma honra que consideres o Arguta desta forma, ainda que imerecidamente.
Lú, Amanda, Udi e Maria: a foto está no museu do Van Gogh, e me tocou profundamente. Não sei se as cartas teriam o mesmo efeito. Palavras nem sempre são capazes de traduzir...
Anônimo (a): não reparei nas idades, mas Van Gogh produziu toda sua obra artística em aproximadamente 10 anos, começando do "zero" (aprendendo a desenhar).
Mãe: não vou dormir em casa hoje ...

Avz disse...

Eu fui a este museu!
A relação dos dois era complicada, Van Gogh era um peso para Theo mas Theo também abandonou o irmão em várias ocasiões... Não que isso precise ser contado depois que os dois morreram...
Boa viagem, Flavio
Abraço,
Vidiz