Páginas

domingo, julho 10, 2011

Psicodiâmica das cores e discriminação

A bandeira do arco-íris é um dos símbolos do movimento GLS (ou GLBTS, a partir da inclusão dos bissexuais e transgêneros na sigla).
A versão criada por Gilbert Baker em 1978 para a parada gay de São Francisco tinha duas cores a mais (rosa e turquesa) que foram abandonadas posteriormente por razões estéticas.
Cada cor da bandeira tem um significado simbólico (sujeito a interpretações diversas):
Vermelho: vida epaixão
Laranja: poder e cura
Amarelo: sol e luz
Verde: natureza e serenidade
Azul: arte e harmonia
Roxo/Violeta: espírito
Há, entretanto, um aspecto curioso com relação às cores que raramente é mencionado: elas explicitam nossa vocação para o preconceito e a discriminação.
Existem alguns casos de excessiva associação simbólica como o rosa para meninas e o azul claro para os meninos, o branco para a paz e a pureza, o preto para a morte, o verde para natureza e coisas assim.
Mas nenhuma cor é universalmente feia ou negativamente discriminada.
Cores tem características próprias (associadas à sua frenquência) que nos levam a qualifica-las de "frias", "quentes", "excitantes", "opressivas", "calmantes", "alegres", "tristes", e também despertam sensações em função do contexto em que são utilizadas ou apresentadas.
Esse fenômeno é genericamente chamado de "psicodinâmica das cores".
Dai derivam idéias como a cromoterapia (tratamento através cores), avaliação da personalidade a partir da preferência por cores, seu uso energético na decoração (feng shui) ou subliminar na publicidade.
No ocidente, o vermelho já foi a cor da realeza, da paixão, da depravação, da raiva e, mais recentemente, da prosperidade (resgate da cultura milenar oriental).
Como não há nenhuma restrição social à discriminação das cores, exercitamo-la com singular liberdade.
Discriminar, julgar, rotular, pré-conceber são comportamentos inerentes ao ser humano.
Observar nosso comportamento com relação às cores, por sua neutralidade, nos dá a oportunidade de ter maior consciência disso.

16 comentários:

Luna Sanchez disse...

Cada cor tem um sabor.

Essa é por minha conta e desde que lambi uma parede para provar um tom de rosa, sinto-me credenciada para afirmar isso.

Um beijo.

Flavio Ferrari disse...

Luna: só você mesmo ... rs

Luna Sanchez disse...

A cor era (é) muito sedutora e chegou o dia em que não me contentei em apenas acariciar a parede. É a evolução da tara, certo?

Rs

disse...

Imagine a aceitação "sincera" de um corinthiano em receber um presente de cor verde.
Imagine...

Ludmilla disse...

Agora entend pqe gosto tanto de vermelho, e sempre busco roupas verdes. minha casa é verde!!!

ahsuhasu
ABRAÇO

zuleica-poesia disse...

Meu filho vermelho, sem ser petista.
Como quando você nasceu, você continua benvindo ao mundo. Beijos.

A. Marcos disse...

Isso talvez explicque porque na bandeira não haja branco ou preto.

Uma é a ausência total de cor, logo de preconceito.

A outra é a presença de todas as cores, logo, acolhimento puro da diversidade.

Ana Andreolli disse...

Nossa q crítica otima!! Sabia q vou até mostrar pros meus amigos q são gays! concordei com vc sobre essa discriminação q acontece no uso da bandeira , estamos pre determinando as cores!

mto bom!

Flavio Ferrari disse...

Nô: alguns tons de verde são toleráveis ...

Flavio Ferrari disse...

Ludmilla: as cores entregam ...

Flavio Ferrari disse...

Mãe: sou holístico ... um verdadeiro arco-íris ... rs

Flavio Ferrari disse...

Marcos: o curioso é que o branco e o preto mudam de posição, dependendo se estamos falando de tinta ou de luz ...
No caso da tinta, o branco é a ausência de cor, no caso da luz, é o resultado da união de todas as cores ...

Flavio Ferrari disse...

Ana tks

Cristiane disse...

Flavio, estive recentemente em San Francisco, e notei que a bandeira continua sendo utilizada, inclusive nas cidades do circuito Napa Valey identificando os hotéis que aceitam a diversidade sem preconceito. Sinal de que este último ainda existe, e é forte, caso contrário não usariam uma bandeira. Cheguei a fotografar um hotel em Napa (que é uma cidade bem pequena) com a bandeira, e observar outros aspectos curiosos da sociedade local, sobre os quais podemos papear qualquer hora.
Coincidência seu texto...

Flavio Ferrari disse...

Cristiane: é o que pretendi comentar com o texto ... sempre há preconceito, velado ou não.

Excentric Herself disse...

Nem li nada... ^^
Só vim dizer oi! \o/