Os comentários gostosos da postagem anterior me incentivaram a continuar a lista. Então ai vai:
Aos 22 anos: Descobri que o segredo para trabalhar em uma empresa é ser parte da solução e não do problema.
Aos 23 anos: Aprendi a importância de planejar o futuro.
Aos 25 anos: Descobri que meus traços esquizofrênicos não eram suficientes para permitir que eu fosse uma pessoa diferente na vida pessoal e profissional.
Aos 26 anos: Descobri o que era chorar de felicidade quando assisti ao parto do meu primeiro filho.
Aos 27 anos: Aprendi que os verdadeiros problemas são aqueles que não tem solução.
Aos 28 anos: Tive meu segundo filho e descobri que minha mãe tinha razão: as crianças já nascem com personalidades diferentes. Claro que chorei de novo.
Dos 26 aos 30: anos Descobri que o amor que o amor entre pais e filhos é uma das emoções mais gostosas dessa vida.
Aos 30 anos: Aprendi que falta de sono faz um mal danado para o relacionamento de um casal.
Aos 33 anos: Compreendi o valor do respeito e a importância da liberdade.
Aos 35 anos: Aprendi que ter sócios só se justifica quando totalmente inevitável e descobri que sou melhor empregado do que empreendedor.
Aos 37 anos: Aprendi que algumas amizades são para sempre e que as outras não merecem ser chamadas de amizades.
Aos 40 anos: Descobri que não podia ser responsável pela felicidade dos outros, nem mesmo daqueles a quem eu amo.
Aos 44 anos: Percebi que a vida é muito curta.
Aos 45 anos: Descobri que eu era o único responsável pela minha felicidade e que ser feliz era o objetivo mais importante da minha vida.
Aos 46 anos: Descobri que o segredo da vida é fazer parte da solução e não do problema.
Aos 47 anos: Descobri que terminar um relacionamento de uma vida é uma tragédia de proporções avassaladoras à qual não se pode sobreviver.
Aos 48 anos: Descobri que se pode sobreviver
Aos 48 anos: Descobri a razão pela qual alguém inventou o uso da expressão "encantado" ao ser apresentado para uma mulher e compreendi a diferença entre fadas e musas.
Aos 49 anos: Aprendi, finalmente, a me amar
Aos 49 anos: Comprovei que uma mulher pragmática, carinhosa, que gosta de sexo e respeita a liberdade não é um mito
Aos 50: Aprendi que viver o momento é mais importante do que planejar o futuro.
E hoje, olhando para trás, tenho a sensação de que venho aproveitando muito bem essa vida ...
terça-feira, junho 29, 2010
segunda-feira, junho 28, 2010
Coisas que aprendi pela vida
Inspirado pela postagem da Ana lá no "Pelos Caminhos da Vida", resolvi fazer uma lista das coisas mais importantes que andei aprendendo por aí ...
Quando nasci: aprendi a chorar, o que tem sido muito útil até hoje nos momentos mais difíceis.
Ao completar 1 ano: aprendi a andar assim, de repente, surpreendendo todo mundo, e descobri que é divertido surpreender todo mundo.
Lá pelos 2 anos: aprendi a falar e descobri que a palavra é capaz de mudar o mundo a minha volta.
Aos 4 anos: aprendi a ler e me divertia com as frases da cartilha "Caminho Suave" que repetiam as consoantes em cada palavra (vovô viu a uva)
Aos 5 anos: entendi a primeira piada (aquela do homem com a banana no ouvido) e fiquei encantado pelo "truque" literário
Aos 7 anos: me contaram que o meu melhor amigo na escola era negro, e eu não tinha percebido. Descobri que isso fazia diferença para algumas pessoas.
Aos 9 anos: dei o primeiro beijo de língua, atrás de uma pilha de caixotes de feira. Era o terceiro da fila de garotos para beijar a Cidinha, uma menina mais velha que resolveu ser generosa com a garotada. Não gostei.
Aos 10 anos: descobri que não adiantava mais chorar e que tinha que conseguir as coisas pelo meu próprio esforço.
Aos 11 anos: descobri que o mundo trata melhor quem é bonitinho e levava meu irmão menor (lindinho e de olhos verdes) para pedir caixas de papelão nas lojas de sapato, que a gente vendia depois num depósito para juntar grana e poder tomar "água de bolinha" com groselha no bar
Aos 12 anos: ví a primeira foto de uma mulher nua e fiquei com febre
Aos 13 anos: aprendi que no mundo infantil masculino, quem não bate, apanha. E como era pequeno, apanhei muito.
Aos 15 anos: mudei de escola e pude comprovar uma teoria interessante - você não precisa bater para ser respeitado, basta não demonstrar medo.
Ainda aos 15 anos: dei meu segundo beijo de língua e gostei muito. Não tinha fila.
Ainda aos 15 anos: descobri a inevitabilidade do amor e, também, que ser atencioso e determinado era mais importante do que ser bonito e forte (sorte minha)
Aos 16 anos: aprendi que trabalhar para ganhar o próprio dinheiro me dava uma certa independência e descobri que gostava muito disso.
Aos 18 anos: aprendi que o mundo não mudou porque eu fiz 18 anos, e nem eu.
Aos 20 anos: aprendi que a gente precisa abrir mão de muita coisa para não perder a pessoa que ama, e levei muito tempo para descobrir que isso era mentira.
Por hoje chega ... posto a continuação outro dia....
Quando nasci: aprendi a chorar, o que tem sido muito útil até hoje nos momentos mais difíceis.
Ao completar 1 ano: aprendi a andar assim, de repente, surpreendendo todo mundo, e descobri que é divertido surpreender todo mundo.
Lá pelos 2 anos: aprendi a falar e descobri que a palavra é capaz de mudar o mundo a minha volta.
Aos 4 anos: aprendi a ler e me divertia com as frases da cartilha "Caminho Suave" que repetiam as consoantes em cada palavra (vovô viu a uva)
Aos 5 anos: entendi a primeira piada (aquela do homem com a banana no ouvido) e fiquei encantado pelo "truque" literário
Aos 7 anos: me contaram que o meu melhor amigo na escola era negro, e eu não tinha percebido. Descobri que isso fazia diferença para algumas pessoas.
Aos 9 anos: dei o primeiro beijo de língua, atrás de uma pilha de caixotes de feira. Era o terceiro da fila de garotos para beijar a Cidinha, uma menina mais velha que resolveu ser generosa com a garotada. Não gostei.
Aos 10 anos: descobri que não adiantava mais chorar e que tinha que conseguir as coisas pelo meu próprio esforço.
Aos 11 anos: descobri que o mundo trata melhor quem é bonitinho e levava meu irmão menor (lindinho e de olhos verdes) para pedir caixas de papelão nas lojas de sapato, que a gente vendia depois num depósito para juntar grana e poder tomar "água de bolinha" com groselha no bar
Aos 12 anos: ví a primeira foto de uma mulher nua e fiquei com febre
Aos 13 anos: aprendi que no mundo infantil masculino, quem não bate, apanha. E como era pequeno, apanhei muito.
Aos 15 anos: mudei de escola e pude comprovar uma teoria interessante - você não precisa bater para ser respeitado, basta não demonstrar medo.
Ainda aos 15 anos: dei meu segundo beijo de língua e gostei muito. Não tinha fila.
Ainda aos 15 anos: descobri a inevitabilidade do amor e, também, que ser atencioso e determinado era mais importante do que ser bonito e forte (sorte minha)
Aos 16 anos: aprendi que trabalhar para ganhar o próprio dinheiro me dava uma certa independência e descobri que gostava muito disso.
Aos 18 anos: aprendi que o mundo não mudou porque eu fiz 18 anos, e nem eu.
Aos 20 anos: aprendi que a gente precisa abrir mão de muita coisa para não perder a pessoa que ama, e levei muito tempo para descobrir que isso era mentira.
Por hoje chega ... posto a continuação outro dia....
Robinho e os excluídos ...
Robinho afirma que quer trazer alegria para 180 milhões de Brasileiros no jogo contra a Holanda ....
Será que ele excluiu os descendentes de holandeses, alemães e argentinos ?
Será que ele excluiu os descendentes de holandeses, alemães e argentinos ?
Na vida, como no futebol ...
A vida é como um jogo de futebol .... se você desconta o tempo de bola parada e aqueles momentos em que o pessoal fica alí trocando bola na defesa para ganhar tempo, de jogo mesmo acaba sobrando pouco.
Mas gente sempre pode optar entre um jogo como Alemanha x Inglaterra ou Brasil x Portugal...
Mas gente sempre pode optar entre um jogo como Alemanha x Inglaterra ou Brasil x Portugal...
domingo, junho 27, 2010
O melhor bolo de chocolate do mundo
Experimentei hoje, pela primeira vez, o auto-entitulado "melhor bolo de chocolate do mundo" em loja homônima.
A receita original é portuguesa e como a maioria dos doces feitos por lá, é baseado em ovos. Não tem farinha nem fermento.
Aliás, de bolo não tem nada.
É uma torta merengue, com creme de chocolate entre as camadas de suspiro de chocolate, tudo com cobertura de chocolate.
Na versão meio amarga é muito gostosa. Mas mesmo que fosse bolo, não concordo que seja o melhor do mundo.
Eu tenho na memória que o melhor bolo de chocolate do mundo é o bolo "peteleco" da Dona Catarina, seguido pelo bolo simples de chocolate da mesma Catarina (feito com bolo Sol de Pacote, chocolate Nestlé - aquele em pó, dos frades e essência de baunilha).
Deve ser porque sempre gostei muito da Dona Catarina, mãe de um grande amigo, o Maurício, na casa de quem passei muitos de meus melhores momentos da adolescência.
Catarina era (aliás, é, porque segue vivivnha da Silva) uma dona de casa pré-moderna, caso raro, senão único. Inteligente, bonita (costumava chamá-la, pelas costas é claro, de "Cata", só para irritar meu amigo), carinhosa e firme na condução do lar. Cuidava do marido, dos dois filhos e de si mesma com uma suave determinação, como fazem aquelas pessoas que estão tranquilas e bem resolvidas com sua missão na vida.
Para mim, na época, parecia a melhor mãe do mundo. Sempre fui seu admirador.
Ela sabia que eu adorava seus bolos de chocolate e, sempre que podia, preparava um "peteleco". Ficava alí, de longe, me assistindo enquanto devorava pelo menos a metade do bolo.
Por isso, nem a famosa torta Sacher (do Hotel Sacher em Viena) é mais gostosa do que a Cata...
A receita original é portuguesa e como a maioria dos doces feitos por lá, é baseado em ovos. Não tem farinha nem fermento.
Aliás, de bolo não tem nada.
É uma torta merengue, com creme de chocolate entre as camadas de suspiro de chocolate, tudo com cobertura de chocolate.
Na versão meio amarga é muito gostosa. Mas mesmo que fosse bolo, não concordo que seja o melhor do mundo.
Eu tenho na memória que o melhor bolo de chocolate do mundo é o bolo "peteleco" da Dona Catarina, seguido pelo bolo simples de chocolate da mesma Catarina (feito com bolo Sol de Pacote, chocolate Nestlé - aquele em pó, dos frades e essência de baunilha).
Deve ser porque sempre gostei muito da Dona Catarina, mãe de um grande amigo, o Maurício, na casa de quem passei muitos de meus melhores momentos da adolescência.
Catarina era (aliás, é, porque segue vivivnha da Silva) uma dona de casa pré-moderna, caso raro, senão único. Inteligente, bonita (costumava chamá-la, pelas costas é claro, de "Cata", só para irritar meu amigo), carinhosa e firme na condução do lar. Cuidava do marido, dos dois filhos e de si mesma com uma suave determinação, como fazem aquelas pessoas que estão tranquilas e bem resolvidas com sua missão na vida.
Para mim, na época, parecia a melhor mãe do mundo. Sempre fui seu admirador.
Ela sabia que eu adorava seus bolos de chocolate e, sempre que podia, preparava um "peteleco". Ficava alí, de longe, me assistindo enquanto devorava pelo menos a metade do bolo.
Por isso, nem a famosa torta Sacher (do Hotel Sacher em Viena) é mais gostosa do que a Cata...
sábado, junho 26, 2010
Cuspido e escarrado
A expressão pode ser feia, mas seu uso é engraçadinho.
Quando duas pessoas são muito parecidas nossos avós diziam ... um é a cara do outro, cuspido e escarrado.
Segundo consta, a origem dessa expressão é um jogo de palavras.
Deriva de "esculpido em carrara". Michelangelo, artista italiano, fazia suas esculturas em mármore de carrara, e replicava à perfeição cada detalhe humano.
"Esculpido em carrára", portanto, significava "igualzinho".
Algum engraçadinho, talvez o Ernesto (do Assertiva), deve ter deturpado a expressão depois de alguns chopps lá no Genial da Vila Madalena.
(mas que falta do que postar ...)
Quando duas pessoas são muito parecidas nossos avós diziam ... um é a cara do outro, cuspido e escarrado.
Segundo consta, a origem dessa expressão é um jogo de palavras.
Deriva de "esculpido em carrara". Michelangelo, artista italiano, fazia suas esculturas em mármore de carrara, e replicava à perfeição cada detalhe humano.
"Esculpido em carrára", portanto, significava "igualzinho".
Algum engraçadinho, talvez o Ernesto (do Assertiva), deve ter deturpado a expressão depois de alguns chopps lá no Genial da Vila Madalena.
(mas que falta do que postar ...)
quinta-feira, junho 24, 2010
Tô precisando ...
Caminhar pelado na praia
Tomando mojitos
Enquanto a turma vaia(eita mês que não acaba...)
Poker Face
Para quem não está familiarizado, "poker face" é uma expressão de moda para descrever aquela cara que a gente tem que fazer algumas vezes para esconder nossas emoções.
Quando tentei explicar isso para o meu avô ele prontamente traduziu:
- Ah.... cara de cú !
Provavelmente esse era o termo pré-globalização e antes da pressão social para o uso de expressões politicamente corretas ...
Lembram da campanha publicitária do Estadão, aquela na qual o sujeito fazia "cara de conteúdo" ? "Poker face" é quase o oposto. É cara de quem não está pensando em nada.
Muito útil quando, por exemplo, você percebe que seu chefe está mentindo em uma reunião ou quando seu amigo lhe apresenta a nova namorada na balada e ela é a garota que você acaba de beijar com singular alegria na saida do banheiro.
Mas algumas vezes, usar uma "poker face" pode ter resultados adversos.
O caso clássico, e peço aos leitores que me desculpem pela escatologia, é o do elevador lotado. Você sente aquele cheiro desagradável e olha em volta buscando o culpado. Fácil: ele (ou ela) estará exercitando sua "poker face", a não ser no caso em que o ato foi de caso pensado e a pessoa é contumaz praticante. Aí, lançará mão de sua "disgusting face", que poderá ser objeto de outra postagem.
(foto: Examiner)
Quando tentei explicar isso para o meu avô ele prontamente traduziu:
- Ah.... cara de cú !
Provavelmente esse era o termo pré-globalização e antes da pressão social para o uso de expressões politicamente corretas ...
Lembram da campanha publicitária do Estadão, aquela na qual o sujeito fazia "cara de conteúdo" ? "Poker face" é quase o oposto. É cara de quem não está pensando em nada.
Muito útil quando, por exemplo, você percebe que seu chefe está mentindo em uma reunião ou quando seu amigo lhe apresenta a nova namorada na balada e ela é a garota que você acaba de beijar com singular alegria na saida do banheiro.
Mas algumas vezes, usar uma "poker face" pode ter resultados adversos.
O caso clássico, e peço aos leitores que me desculpem pela escatologia, é o do elevador lotado. Você sente aquele cheiro desagradável e olha em volta buscando o culpado. Fácil: ele (ou ela) estará exercitando sua "poker face", a não ser no caso em que o ato foi de caso pensado e a pessoa é contumaz praticante. Aí, lançará mão de sua "disgusting face", que poderá ser objeto de outra postagem.
(foto: Examiner)
terça-feira, junho 22, 2010
Em busca da normalidade
Ser normal, se existe essa possibilidade, é achar que tem muita gente louca no mundo.
Se você acha que todo mundo é louco ou que ninguém é, desconfie da sua sanidade.
Se você acha que todo mundo é louco ou que ninguém é, desconfie da sua sanidade.
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