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segunda-feira, dezembro 19, 2005

Convivendo com Dinossauros


Existem pessoas que se dizem muito racionais mas que, na prática, se deixam dominar por seus instintos mais primitivos.
Há alguns anos, li um livro interessante sobre o assunto que se propunha a ajudar o leitor a lidar com esse tipo de “personalidade”, batizada pelo autor de “Dinossauro”.
Segundo o autor, nossos comportamentos são dirigidos pela razão e pelos instintos.
Os instintos são os “drives” para o atendimento de nossos desejos e para garantia de nossa sobrevivência.
A razão garante nossa convivência social, oferecendo instrumentos para que possamos dar vazão aos instintos de forma civilizada, sensata e disciplinada.
Pessoas muito racionais costumam ser aborrecidas.
Os que são puro instinto, assustadores.
Mas a mensagem fundamental do autor é a de que todos nós temos um lado dinossauro, que costuma ser despertado sempre que um outro paquiderme invade nosso território.
O pior é que a gente nem sempre se da conta disto.
Fique atento. Quando você começa a usar expressões como:
- Isto sou eu quem decide !
- Você tem que entender que ...
- Aqui a regra é ...
- O bom senso diz que ...
- Você sempre .... ou, você nunca ...
- Porque não fui consultado ?
- O jeito certo de fazer isso é ...
... é sinal de que seus mecanismos de ataque-defesa foram ativados, e o instinto de sobrevivência está começando a tomar conta do cenário. Tensão muscular, batimentos cardíacos e respiração acelerados são outros bons indicadores.
Profissionalmente falando, é nesse ponto da discussão que você deve se perguntar onde pretende chegar com essa atitude ? Qual é seu objetivo final ? Qual é o plano para atingi-lo.
Agressividade é útil, quando bem canalizada, e extremamente destrutiva quando fora de controle.
Por isso vale a pena aprender a reconhecer seu dinossauro pessoal e mantê-lo sob controle, evitando envolver-se em brigas por território, lutas pelo poder, caça aos “culpados”
A quem se interessar, posso enviar um e-mail com alguns conselhos úteis que o tal autor dá para ajudar-nos a lidar com os dinossauros (nossos e dos outros).
Deixe seu recado, nome e endereço de e-mail após o rugido !

6 comentários:

zsferrari@uol.com.br disse...

Meu querido filho, volto ao assunto no começo do ano. Por enquanto vou ficar sem Mariza para me ajudar, principalmente em textos mais longos. Um beijo primitivo... grrrr.

Udi disse...

Caro Flavio,
Com essa sugestão para "deixar um rugido" você nos intimida a deixar nosso recado... Um rugido seria uma reação primitiva agressiva, não? Quem teria coragem de admitir que tem reações primitivas quando associadas a agressividade?
Será que você está começando pelo lado que nos toca de forma mais agressiva para depois abordar as diversas possibilidades boas que o uso dos instintos nos abre?

Amanda Arthur disse...

Nossa!!! Sabe que andei identificando uns quantos dinossauros por aí?! Eles estão à solta!!! Será possível domesticá-los?!
Obs.: Quero o nome do livro, claro! Se puder, anota no Sarau, ok?!
Merci bien. À bientôt!
(despedida "fresca" para não deixar dúvidas quanto à espécie... sem essa de rugidos e grrrr!)

Alberto Venâncio Aires disse...

O Instinto, que "dádiva" ele o é, sem o menor medo de errar, a razão pela qual sobrevivemos, pois não fosse ele muitos de nós sucumbiriamos a uma escolha equivocada em um dado momento, quiçá crítico, onde a Razão não teria tempo hábil para agir,
força necessária e a suficiente coragem de nos garantir a Vida ou nossa sobrevivência profissional. O grande desafio, a arte está em termos a habilidade e sabedoria de controlar, dirigir os nossos instintos, de modo a garantir uma busca incessante do nosso objetivo sem causar qualquer "dano" às pessoas que porventura estejam em nossos caminhos, no exato momento quando nos preparamos para subjugar a nossa provável "presa".
Sinto um prazer muito grande em discutir pontos de vista com uma pessoa como você, me faz muito bem. Isto porque sempre saio com a sensação de que tive uma boa oportunidade de ampliar meu horizonte e o que é muito bom também, pude também oferecer ao amigo outro ângulo de visão para o mesmo assunto. Crescemos juntos. Se puder, todo tipo de dica sempre será bem vinda, o que fazer com ela...só o tempo dirá.

Flavio Ferrari disse...

Esse foi o "post" mais comentado do blog até agora.
Aparentemente, despertou alguns dinossauros.
Alberto e Udi estão certos ao apontar o lado positivo dos instintos, que são a nossa força motriz, a energia que nos dá motivação.
Entretanto, como no blog as postagens devem ser pontuais e objetivas, preferi me ater aos aspectos reativos, na linha de uma postagem anterior (o que mata e o que cura).
Em algum momento abordarei o outro lado desse estimulante tema.
Amanda: depois informo o nome do livro. Está emprestado para um amigo.
Mãe: que bom tê-la prestigiando o meu blog. Não é qualquer mãe que faz isso ...

Fernando Oliveira disse...

Flávio,

Aproveitarei o ensejo para tentar manter este "post" na liderança...

É realmente incrível a atuação do nosso "dinossauro interior", que acaba nos domando muitas vezes sem que percebamos.

Para aqueles que quiserem aprofundar-se no tema, aí vai o nome do livro que está comigo por enquanto:
"Gerentes Inteligentes - Reações Irracionais" A Síndrome do Dinossauro - Como lidar com pessoas que agem pelo instinto e julgam que estão agindo pela lógica.
Autor: Albert J. Bernstein e Sidney Craft Rozen
Editora: Makron Books.
Detalhe: está esgotado na editora...

Grande abraço,

Fernando