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quinta-feira, abril 30, 2009

O estranho mundo das imagens sem som


Passei os últimos 3 dias acompanhando o caso da "porcina" pela internet.
Dei-me conta de que o som tem um efeito enorme sobre a maneira pela qual interpretamos as notícias.
Quando assistimos ao noticiário pela TV, a voz do apresentador nos dá a conotação da gravidade do fato.
O texto lido nos deixa livre para avaliar e, com isso, nos damos conta da ausência de informações em torno do "surto noticioso".
Você vê as manchetes bombásticas, as imagens impactantes e quando lê a notícia se pergunta: "cadê a sustância" (como diria a minha avó) ?
Experiência interessante.

14 comentários:

Avassaladora disse...

Que bom sua volta!
Pena não ter sido como o planejado...

Realmente a mídia falada é extremamente alarmista. E como atinge, em sua maioria, populações mais carentes e com pouca escolarida, acaba gerando muito mais confusão que informação...

( Me corrija se estiver errada. Vc entende muito mais disso que eu!)...rs

Felicíssima com sua volta!

Beijos avassaladores!

Tetê disse...

oi, flávio!!!
fez boa viagem? tudo bem?!
forte abç
.

carol disse...

Oh, sim. No fundo é tudo um grande teatro - a primeira coisa que me pergunto quando leio uma manchete ou é "por que querem tanto que eu preste atenção nisso? estão desviando minha atenção? ou não há nada de muito novo e precisam vender jornal? Terceira hipótese, a mais remota: "talvez realmente seja importante por si só o tal assunto tratado."

Gostei do post e do blog, parabéns. Voltarei.

Anne M. Moor disse...

O 'tom' do texto seja falado ou escrito é que move massas... ou não...

Beijo

A.Tapadinhas disse...

Por cá, chamam-lhe a "suína", aí é a "porcina"... Até o vírus vai ficar baralhado...

Bom mesmo é que estão de volta!
Abraços.
António

Simone Schuck disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Simone Schuck disse...

Verdade. Tragédia é moda, certo?

Esses dias assistia ao Jornal do Almoço do meu estado (RS) falando sobre a gripe e logo em seguida passou um pronunciamento do ministério da saúde falando sobre a mesma. Após, a propaganda de um programa sobre gourmet... adivinha o que pensei?

Essa manipulação nos torna irônicos.

Suzana disse...

A culpa é da crise!

A. Marcos disse...

Flávio, a palavra falada tem quase sempre mais impacto do que a palavra escrita.

As inflexões nas frase que proferimos é que dão o tom da angústia e da gravidade de algo.

Não é à toa que se diz que a Justiça é cega: seu forte não é ver, é ouvir o discurso e o argumento.

Rosemeire Polegato disse...

Para mim já virou piada, os canadenses são doentes, basta falar em doença nova e o país entra em alerta. Para quê isso? Eu gostaria de entender.....

Érica Martinez disse...

É como interpretar conversas de msn: o cara diz: mas você não me ligou (assim, sem acentos) e vc interpreta: MAS VOCÊ NÃO ME LIGOU??????!!!!!!!!!!!!
Una "trarrédia"!

Ernesto Dias Jr. disse...

Flávio, você sempre implicando com o pessoal da mídia. Tadinhos.
António, não se deixe levar. A febre porcina, quer dizer, o termo, foi cunhado pelo Flávio mesmo. Mas parece que está pegando. Porcina era o nome de uma viúva, popularizada em uma novela - do Dias Gomes, se não me engano.

Adriana disse...

Nossa, ainda bem que desisti do Mexico, parece que o negocio ta feio mesmo..

C. disse...

E a televisão brasileira, especialmente, sabe dar um ´tom` sensacionalista para as notícias. Lembrei do Galvao Bueno tb, que faz da fórmula 1 um saco de ser assistida, enquanto que aqui os narradores sao uma belezinha, nao dao palpites pessoais e sao hiper profissionais.

Eita, aproveitei pra meter o pau no homi hoho