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domingo, março 21, 2010

A verdade sobre a Cigarra


Quase todo mundo conhece a fábula de La Fonatine sobre a cigarra e a formiga.
Na história, a formiga, trabalhadora, critica a cigarra que só vive a cantar, sem se preocupar com o futuro.
O que pouca gente sabe é que essa fase "cantante" da cigarra representa o fim de seu ciclo de vida.
Antes disso ela passou muitos anos (até 17 anos, dependendo da espécie) trabalhando debaixo da terra, na forma de larva.
Só no final de sua vida a cigarra sofre uma metamorfose (parecida com a da borboleta) e sai cantando por aí, junto com todas de sua espécie.
É o momento de celebração da renovação da vida. É a hora do acasalamento, da fecundação, da perpetuação da espécie. E dura pouco mais de duas semanas.
Logo, se a cigarra aceitasse o conselho da formiga e fosse trabalhar, ao invés de cantar, nessa fase de sua vida, já estaria extinta.
Seria possível reescrever a fábula, com outra moral: depois de trabalhar bastante, todo mundo tem o direito de se divertir.

ps - as formigas operárias, que não se divertem e nem acasalam, vivem muito menos do que as cigarras !


(foto: site Fotos de Animais)

12 comentários:

Solange Maia disse...

Fábula reescrita... pelo menos dentro de mim !!!

e : mais do que merecida a cantoria da cigarra... além de ser deliciosa de se ouvir num finalzinho de tarde...

beijão

Tempestade disse...

Flávio,
Muito bacana o post!
A fábula como é contada já conhecia sim, mas a reescrita é sempre bem-vinda em nossas vidas, não é?
Beijos Tempestuosos e ótima semana!

Anne M. Moor disse...

Porisso que me divirto tanto! rsrsrs

Nanda Assis disse...

gostei dessa versão.

bjosss...

Ana Lúcia Porto disse...

Rs...

Sendo assim, trabalhe bastante e garanta a sua diversão, pelo tempo necessário...

Mas..., você canta bem como uma cigarra...?!

Beijos,

Ti disse...

Será que algum dia haverá rebelião por parte das formigas operárias?

Este seria um bom final para a fábula reescrita...

Beijos

Sentimental ♥ disse...

taí, sou a favor de uma retificação na fábula, afinal de contas ninguém merece morrer de tanto trabalhar né?
bjs

Ana Lúcia Porto disse...

Flávio,

Dessa vez, eu estou passando por aqui, tão somente para lhe dizer que eu ficaria muito feliz se você fosse comer uma fatia de bolo, comigo, em meu blog...

Estou lhe aguardando.

Beijos,
Ana Lúcia.

Luna Sanchez disse...

Por isso que a gente não deve desembestar a dar conselhos furados, cada caso é um caso.

Conhece a versão atualizada da fábula, Flavio?

Olha aqui, ó :

http://www.borkenhagen.net/leviandades/fabform.htm

Rs

ℓυηα

♥♥NaNnA BeZeRrA♥♥ disse...

A vida é uma doce ilusão...como já bem disse o poeta!!! E cantar, e cantar e cantar...como a cigarra, rebenta de tanto luz, que enche de canto o ar...
Prefiro ser uma cigarra trazendo com alegria a boa nova do sol a cd entardecer...

lindo o post...

parabéns sempre!

Paulinha Costa disse...

Fláviooo, adorei, adorei, sim claro!
O equilíbrio é que sempre é bom. Não tanto ao céu, nem tanto ao mar.
No mundo perfeito todas as pessoas trabalham se divertindo e possuem tempo suficiente para a diversão somente. No mundo perfeito somos todos muito equilibrados...
Olha que interessante, esta formiguinha aqui acabou de comprar um violão, hoje mesmo! Rssss Bjs

Érica Martinez disse...

e cantar enquanto trabalha, pode?