Páginas

quinta-feira, junho 19, 2008

Correndo atrás do rabo

Um dos temos mais em moda nos últimos 2 ou 3 anos é "cauda longa".
Cauda longa (do inglês The Long Tail) é um termo utilizado na estatística para identificar distribuições de dados da curva de Pareto, onde o volume de dados são classificados de forma decrescente (wikipedia).
No mundo dos negócios, se refere às oportunidades escondidas pela granularidade, opondo-se ao velho modelo que recomenda foco nos 30% de clientes que respondem por 80% de seu faturamento (ou algo parecido).
A Internet foi responsável pelo novo brilho nos olhos.
Em tese, reduz o custo de acesso aos nichos possibilitando a geração de negócios em escala.
O que observamos na prática é muito entusiasmo para pouco resultado (até agora).
Fato é que desenvolver modelos de negócios compatíveis com a "cauda longa" demanda um pensamento disruptivo.
A maioria das empresas sente, com aflição, a escorregadia cauda escapar por entre os dedos.
Claro que existem exceções. Este mesmo blog (Arguta) está hosteado no Blogger, acompanhado de milhões de outros espalhados pelo mundo inteiro. O modelo de negócios do Blogger é escalável e prevê a organização e o acesso segmentado aos blogs de sua aldeia.
Foi claramente concebido desde o início para aproveitar-se do fenômeno e, por isso mesmo, tem tudo para funcionar bem.
Muito mais dificil é adequar negócios já existentes às novas oportunidades.
Quem está correndo atrás, logo vai descobrir que não é esse o caminho.
Como já disse o falecido Claudio Coutinho (técnico da seleção brasileira), tem que lançar a bola no "ponto futuro", onde o jogador vai estar.

4 comentários:

Raquel Neves de Mello disse...

Ainda estou de férias. Quando voltar ao mercado, penso sobre long tails e short brains.

Ernesto Dias Jr. disse...

O Pareto que me perdoe (escuto falar desse cara todo dia. Não aguento mais), mas rabo bom mesmo é aquele que... bem, deixa pra lá.

Érica disse...

para a moda, a "vanguarda".

Anne M. Moor disse...

Short brains, Raquel, ou sleepy brains!!!!

Flávio: este sempre foi o problema: o não conseguir enxergar na frente e aceitar que as coisa PODEM funcionar e talvez funcionem melhor de maneira diferente... As pessoas mudam, pq não mudariam os processos??? Mas, e um grande MAS, tudo que é novo e desconhecido desacomoda e o que desacomoda, incomoda e por vezes dói...
Beijos progressivos :-)