Páginas

segunda-feira, junho 09, 2008

Dicutir a relação

Domingo pela manhã ... café na mesa, manteiga, geléia .... e o pão fofinho, comprado dias antes na padaria e mantido no saco plástico, embolorou.
Nada para comer ... melhor aproveitar para discutir a relação.
Sei que essa expressão costuma provocar calafrios nas pessoas.
Um horror que parece ter sua origem na verdade quase auto-evidente de que nada de bom pode sair disso.
A partir de minhas próprias experiências, positivas e negativas, procurei identificar a origem desse preconceito.
A conclusão a que cheguei é que as experiências negativas não são fruto de verdadeiras discussões de relacionamento. Elas acontecem quando uma das partes está interessada objetivamente em mudar o comportamento da outra ou, simplesmente, puni-la.
Nesse caso, a conversa é desgastante e certamente improdutiva.
As experiências positivas são caracterizadas por uma troca. Uma abertura de ambas as partes para ouvir e falar com liberdade. Geralmente com intenção preventiva ou regenerativa. Uma espécie de negociação onde as partes comunicam suas preocupações, expectativas, desejos, limites, inseguranças e sentimentos, reafirmando o valor da relação e prontificando-se a zelar por ela.
De certo modo, mesmo essa segunda forma pode ser ameaçadora.
Pode não dar certo, a gente pode ser mal interpretado, pode concluir que um "acordo" é impossível (ou muito difícil), ter algumas surpresas sobre o outro ou, simplesmente, descobrir algo novo sobre si mesmo.
Mas certamente é mais construtivo e revelador.
Sorte quando a gente encontra alguém que sabe a diferença e prefere o segundo modelo.

7 comentários:

Anne M. Moor disse...

Conversar e respeitar sempre é o melhor caminho. Positivo é sempre o conversar é a cumplicidade formada, é o querer estar juntos sem cobranças. Nem sempre tão fácil assim...

A próxima vez, poe o pão no freezer :-)

Jorge Lemos disse...

Príncipe:

Uma da lógicas propostas pelo Prof. Conrado, insigne amigos de priscas eras, determinava: "Relação não se discute, se aprimora". Sua máxima
deu-me, na prática, superar todas as pendências através de dois conceitos básicos: 1º Respeito, 2º respeito.
Nunca tive dificuldade mesmo sendo eu, potencialmente, um homem sem pavío.

Abraços. Siga a orientação da Anne: frezer.

Ernesto Dias Jr. disse...

Esse horror à discussão da relação faz parte do horror à vida como ela é, do ponto de vista (das pessoas) neste século 21.
Aliás, deveria ser o motto dos anos 2000: você não sabe fazer uma coisa? Então desqualifique essa coisa. Pura covardia.
A primeira discussão de uma relação começa quando você pede a moça em namoro (ou evento equivalente).
Daí pra frente TUDO é ajuste, negociação, discussão de uma relação.
Briga (que as pessoas confundem), é outra coisa.

zuleica-poesia disse...

Uma situação tão delicada!... Como é difícil falar de relação! Será possível falar só de amor?
Insuportável café da manhã sem pão. "Ouça" a Anne ou vá comprar um pão fresquinho, sem discutir.

Suzana disse...

Quando há respeito nas relações "as discussões" sobre a relação, na verdade, acontecem no dia a dia.Nem são bem discussões, mas sim, atos,gestos, palavras que sutilmente implementam,aprimoram e enriquecem.
A isso chamamos convivÊncia com amor.
Eu gosto.

bjs

Érica disse...

eu já tive pavor. hoje tenho necessidade, em todo tipo de relação. têm sido bom e leve.

Ti disse...

Hoje não tinha pão embolorado... O suco tava ótimo, o café divino e o pão bem quentinho!!

Quanto a discussão... Esta acompanhou o cardápio... Sincera, direta, gostosa, fundamental!!

Beijos