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quarta-feira, agosto 05, 2009

Bônus sem ônus

(artigo a ser publicado na Revista Marketing de agosto - Caçador de Tendências)

Desde o advento dos BBS, precursores da Internet como conhecemos hoje, as sociedades vem discutindo o valor das relações virtuais.
No sentido comum, entende-se como uma relação virtual o contato entre pessoas fisicamente distantes exclusivamente através de interfaces tecnológicas, particularmente computadores e assemelhados.
Mais objetivamente, uma relação virtual deveria ter como contraponto a relação real, que requereria a presença física. Nesse contexto, uma relação por carta ou telefone seria, também, uma relação virtual.
Mas o termo só foi cunhado recentemente e, por isso, acabou vinculado ao mundo da Internet, também chamado de mundo virtual.
O uso inadequado das palavras “real” e “virtual” gera a confusão de conceitos.
O contato através da internet é, obviamente, tão real quanto qualquer outro.
Embora tenha características diferentes do contato presencial, pode gerar um encontro mais íntimo e verdadeiro do que este último.
O que um contato não presencial oferece de fundamentalmente diferente do contato presencial é a sensação de liberdade resultante da facilidade de sua interrupção. Em suma, sua potencial impermanência.
Interromper um relacionamento presencial nem sempre é simples. No caso de relacionamentos exclusivamente não presenciais a impunidade é maior.
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman publicou diversos livros tratando dos relacionamentos ‘líquidos”.
As digressões de Bauman sobre a visão pós-moderna que temos da permanência dos relacionamentos é interessantíssima e recomendo a leitura de “Amor Líquido” (indicação de minha amiga Luisa Hinojosa).
As novas tecnologias simplesmente facilitam a realização do desejo, apontado por Bauman, de vivermos “relacionamentos de bolso”, dos quais podemos dispor quando necessário e tornar a guardar.
De certa forma, é parte da tendência utilitarista, uma vertente social crescente da última década.
A crítica aos relacionamentos virtuais (no senso comum) está, portanto, mal endereçada.
Caminhamos para uma era de novas expectativas no que se refere a relações pessoais, esperando trocar o “peso” dos compromissos pela “liberdade” da impermanência, embora, principalmente nesse momento de trasição, isso não nos satisfaça plenamente.
O que nos consola e motiva é perceber, em cada nova relação, uma oportunidade de bônus sem ônus.

37 comentários:

Carla P.S. disse...

Depende do tipo de sintonia, não de como começou (levando pro lado sentimetal da coisa, que é o que eu faço).Existem muitas pessoas que classificam suas amizades em "pra sair", "pra conversar assuntos cotidianos", "pra desabafar" e assim vai. Internet é só mais uma classificação, mas o que muda mesmo, eu acho, é o tempo que tu dispõe naquilo -ou seja, o sentimento- e o nível de vínculo criado (eu tenho ótimos-melhores-amigos pelo computador, e já me apaixonei umas 2 vezes sem conhecer fisicamente). Dai entra em tese aquela teoria dos laços invisíveis e do pensamento. Quer vínculo maior que esse?!
Um chá de camomila, sem adoçante e, claro de pijamão. Mantendo o vínculo!

Janaina Brum disse...

Bárbaro Flávio Ferrari! Amores Líquidos ainda não li, mas li Identidade, As consequências da globalização (não lembro se é assim o nome...) e estou começando Modernidade Líquida... só que acho que o Bauman vê essas novas formas de relações de uma forma um tanto quanto negativa...
Acho que o Stuart Hall vê esses novos fenômenos de uma forma mais "neutra", se é que isso é possível...
Agora, especificamente sobre a história do virtual, tem o Pierre Lévy também... estou começando a ler "Cibercultura" e "O que é o virtual", parece bastante interessante, para pensar a oposição real x virtual...

Adorei o texto!

peixe-zarolho disse...

Diferenças entre o presencial e o internético as há sim, óbvio. Coloca-se a questão de saber até que ponto o real-real pode ser tão virtual quanto o chamado real-virtual. pois, que podemos viver relações "mascaradas", o outro que nos é presente pode estar mentindo, ou nós. etc, mas ainda NENHUM SCREENzinho substituiu, nem com webcams nem nada, o contacto presencial - imagina os 5 sentidos (só 5!) e pensa a quais vc tem acesso quando contacta na net, virualmente. vc pode tar apaaixonado por uma criança de 11 anos que escreve cm adulto e diz ser uma bela mulher de 22, com foto e tudo!... etc, etc, etc... no que toca a relações humanas, esse "compromisso" é menor sim, e nisso concordo, pq as pessoas não querem mais assumir nada, mesmo sabendo q nada é para sempre, ng quer mais do que fast-relations, game-relations, e usam mts vezes a net para dar aso a seus submundos que não assumem em suas vidas reais, o que podemachucar mt gente, no real e no "virtual". Não esquece que uma carta estabelece bem mais "compromisso" que a net: ela tem um remetente, uma morada, ela pertence a alguém que vc até pode não conhecer ainda mas basta querer, vc, e o outro nem precisa saber disso. Aqui não, aliás, as condições são desiguais, é uma óptima forma de manipulação e a vários níveis.

e daí? disse...

virtual, real? o q importa é a verdade da coisa, quem precisa ou quer mascaras, pode usa-las sempre, independe do meio, né?
pra encontrar sintonia é preciso estar disponivel, e não se defendendo, o q é tão comum hj...
bjks

PS: vou ler o livro.

Batom e poesias disse...

Virtual é o ônibus que a gente perdeu...

bjs
Rossana

peixe-zarolho disse...

"quem precisa ou quer mascaras, pode usa-las sempre, independe do meio, né?"

insisto: muito mais fácil é usar máscaras AQUI do que in loco, mais fácil enganar e ser-se enganado. é fácil sacar o que o presidente diz publicamente dando a cara ao manifesto, está aí pa sofrer as consequencias boas ou más do que disse. agora presidente mascarado de chuiquinha69 a tentar sacar informação, ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh... é a mesma coisa??? e é tão f´´acil, meu deus cm é fácil ser-se enganado por aqui!
quanto a defesas e a ataques, cada um sabe de si e por si, mas já lá dizia minha avozinha: cuidadinho! é. experiência tb conta mt, essas coisas... e a sedução é uma das mais conhecidas armas de paparpatego. estamos toddos, uns mais outros menos (dependendo das intenções e dos escudos) à mercê da "verdade" de aqui- verdade?!... ah sim...

outro exemplo: vc vai na rua - presencial - cinco sentidos- e avista alguem q lhe parece ser o amigo tal, se apressa no passo até alcançá-lo e logo descobre se É OU NÃO È. simples assim. aqui não. aqui é que nem livro em constante escrita creativa, mas é tã real quanto a história em um livro, cada um lê o que quer, independente do autor e ou de suas intenções.
c'est ça. Será??? who knows? :)

Cris Animal disse...

Oi Flavio....saudade!

Pois é, abri novamente; até a hora que fechar definitivamente.....rs

Relações virtuais estão invadindo as nossas vidas em todos os sentidos. Até mesmo no plano profissional falo com pessoas que nunca vi pessoalmente em minha vida e sei que nunca verei e mesmo assim, trabalhamos ( exatamente: trabalhamos) juntos.
Ow ow...o mundo louco em evolução.

Já acho que o virtual no real ( estranho mesmo dizer isso, mas vá lá) é totalmente diferente. Eu garanto isso.
Só a convivência pele a pele, só o sentar e olhar nos olhos pode ou não mudar "aquela relação virtual".

Ainda somos animais com todos os sentidos e parece-me que por aqui alguns deles ficam tolidos.

Beijooooooooooooooo e bom voltar!

rm disse...

Ótimos comentários para um ótimo post. Parabéns a todos!

Claro, pra variar (rss), discordo de quase tudo:

1) Há que se distinguir, de saída, sobre o tipo de relacionamento virtual. Desde que inventaram os correios (ou, mais recentemente, o telefone) as pessoas tem relações virtuais. Mas são variadas suas naturezas: podem ser comerciais, profissionais, etc etc, e também afetivas - e até amorosas. Como não classificar desse modo as correspondências de amigos (ou amantes) ao longo dos séculos?

2) Entretanto, ainda que sejam possíveis, os relacionamentos afetivos virtuais, antes da internet, padecem de limitações insuperáveis que ou levam ao relacionamento "real" ou são dele precedidos. São, nesse sentido, acessórios.

3) A primeira novidade "tecnológica" das relações virtuais no presente é que elas PODEM dispensar inteiramente o relacionamento real: é possível conhecer-se alguém pela web, relacionar-se com ele e nunca sequer cogitar-se de encontrar-se fisicamente. Vale dizer, uma "relação virtual" pode não ser acessória de um "relacionamento real".

4) A segunda grande diferença, ainda tecnológica, diz respeito ao caráter imediato desses contatos. A percepção da distância (inclusive física ou geográfica) fica razoavelmente comprometida, dando a impressão de muito maior proximidade.

5) Desse último aspecto decorre ainda a percepção de elevado grau de intimidade com o interlocutor: é possível conversar em casa, no trabalho, no cotidiano...

6) Os aspectos mencionados por muitos comentaristas, relativos ao uso de "máscaras" pelos interlocutores são verdadeiros, mas não diferem muito do que acontece nas relações "presenciais". Também concordo com a noção que tipifica como superficiais (ou líquidas) as relações humanas na atualidade, independente do meio. Mas vou além: creio que estão mais para gasosas...

TetÊ disse...

Flávio,

desista de tentar me convencer que essas relações são válidas!

NosSAAAA!!! Isso é filme de
ficção!!!!

Peixe-Zarolho foi hábil em suas colocações!!!!!


Aqui somos mesmo todos ricos, bonitos e bem sucedidos. Temos a idade
que dizemos ter, as experências
que quisermos contar e pior,
o sentimento que acharmos que
temos de ter. Isso atinge uma
escala do melhor ao excelente.

Nunca nos fazemos de loiras burras (eu sou!!!) ou assumimos que erramos,
né???!!!!

Somos seres perfeitos. Somos amigos
perfeitos. Somos internet.
Somos
uma farsa, com raras, raras exceções...
De resto, Amigo!!

Pague à vistAA!!!



Ahh...
estou soltando o verbo lá no Verbo de Rm...

(viu??!! quem mandou??!! rSS)



http://verbofeminino-rm.blogspot.com/


Тєтê .......ям иσ νєявσ

.

Simone Schuck disse...

Estamos sempre buscando a perfeição e, com ela, o acúmulo de benefícios sem nenhum esforço ou perda (mesmo que esse benefício não seja recíproco). E isso é mais facilmente visto e conseguido no mundo "virtual".
Mas não posso deixar de concordar com as palavras acima: somos classificados, catalogados, incluídos e excluídos por pessoas em qualquer lugar.
E "máscaras" existem sempre. A internet só tornou-se um meio mais fácil de pô-las em prática.

Ótimo texto! Beijos!

Anne M. Moor disse...

O problema da farsa não é prerrogativo do online... Quem mente e tenta se passar por quem não é, o faz e já fazia muito antes no cara a cara presencial!!!! E quem lê nos escritos de uma criança de 11 anos uma mulher de 22, desculpa, mas não sabe ler... A palavra escrita nos desveste.

Ninguém é perfeito, graças a Deus, pois perfeição é muito chato, mas como diz o rm: as relações neste século XXI estão líquidos indo pro gasoso. Tem tanta coisa envolvida neste fenômeno que não saberia nem por onde começar...

Agora que a gente faz amizades muito interessantes por aqui.. ah isso é verdade. Se não fosse isso, como disseste no meu blog Flávio, não te conheceria... :-)

rm disse...

Rss

A Anne matou a pau: pra confundir uma criança de onze anos com uma mulher de 22, só sendo outra criança, de 9... rss

disse...

Perfeito Flavio, demais mesmo...
Existem outras consideraçoes, claro que esse texto nao esgota e nem abarca todo o assunto, mas essa abordagem foi realmente certeira.
Beijo.

peixe-zarolho disse...

que bom que todos, menos eu pelos vistos, aprenderam a LER nas palavras a sua verdade e através delas distinguir a mentira e ou a farsa. Essa capacidade é realmente maravilhosa, e a tivesse, creio, aqui não estaria, mas junto dessas pessoas verdadeiras, amigas, imperfeitas sem maldade no coração, as teria já descoberto, mas tantas me parecem encobertas. Erro meu, má fortuna, estupidez e... não tenho 9, nem 11, nem 22... tenho o dom-maldição de acreditar nas palavras e se calhar não sei o que elas dizem...

TetÊ disse...

Flávio,

dá licença de fazer uma observação com peixe-zarolho? já fazendo!


peixe,
minha filha tem 12 anos (!!!) hoje (de madrugada) ao chegar de férias e saber que eu tinha cometido o erro brutal de confiar em alguém na internet e por isso, ter... enfim.. perdido alguma coisa, não, não tão grave, mas não deixou de ser uma perda...

Ela, ao saber, me disse: Mãe, como?
vc vive me dizendo que eu tenho que ter cuidado e vc não faz isso?


**

Quando alguém que vc ama, mas ama tanto te dá um sacode desses e vc perde o rumo e sabe que vai precisar de tempo pra refazer seu referencial de confiança a essa pessoinha que está ali, se espelhando, esperando que vc seja não o bom, mas realmente o ótimo...
E vc olha pra trás e sabe que podia
ter feito tudo diferente, e se odeia, mas se odeia tanto porque não FeZZ!!!

Aí vc descobre que a hora é de parar,
refletir e tentar recomeçar do zero,
mas zerada de tudo, tudo que te leve
a não perder a lucidez...

Cortar os pulsos não resolve,
se esconder atrás da porta, também, não,
esclarecer... muito menos!
Jeito? juntar os cacos e tentar
provar que vc pode ainda
continuar sendo um referencial, sim,
mas de uma pessoa que faz de seus erros, seus acertos, e que eu sirva
de exemplo pra ela, também agora.

Era isso, peixe.


______________________________




Flávio, obrigada.





Bom dia a todos.

peiixe-zarolho disse...

ah... já não sei se alguém falou alguma coisa sobre "net" não ser só blogs, claro, além de chats, redes sociais de não sei quê, fotos, perfis, senhas, códigos, etc... cada dia é mais fácil uma criança com 9 anos estuprar códigos, adquirir roubando perfis alheios, invadir contas de mail, manipular imagens e "informação", entrar em pcs alheios, etc. se isto é bom para as comunicações humanas?! ah... depende, né?... aos VIGARISTAS CRIMINOSOS QUE SE UM DIA APANHAVA UM O DESFAZIA, é óptimo!!!!
como não tenho 9 anos, nem 11, nem 22, certas historinhas sobre mt love e mt peace, yô, acho bonitinho e tal, mas sei que é história, quando tem ilustraçoes, então, deliro! :-)

p.s. ontem me perguntaram se eu era a "nóssa senhóra"!????... ahahahahahahah, "não meu filho, me acha com cara disso?!"...
ó rm... já fui no psiquiatra e ele não ficou preocupado não, mandou só eu nadar, que faz muito bem. e eu, claro, NADAndo! bjs

peixe-zarolho disse...

tete, antes de meu ultimo comentario nao tinha lido o seu. vou la ler e dp comento. acho que vc ta me dando bronca. :-)

ate ja.

TetÊ disse...

Ahhhh...


Flávio,
tira o link do Camisinha da sua barrinha...

Só complementar...

Anne, eu sei que a gente também faz amigos por aqui,
quero acreditar que sim. Mas
também preciso ter a certeza de que posso ser melhor
em minha observações daqui pra frente.

Um beijo Anne!

TetÊ disse...

ÉE...

Flávio, querido, não fazendo
seu espaço, um chat,
mas...



peixe:
sem bronca,
eu quis dizer que vc está mais que certa
.

peixe disse...

ó tete, peraí!!!

eu li tudo, 3 vezes!...
e meu problema permanece, embora acreditando nas suas palavras eu ache que está me dando um lamiré. mas sabe o meu problema!? é esse do "não esclarecer"- isso me incomoda ao ponto de, sim, perder a lucidez. eu voto no cara a cara, no pergunta resposta, no vamo vê se a gente se entende que isso pra mim é meio-chines-meio-paraguaçu... isso é um erro? vc acha? acha que não temos o direito/dever, até em prole da reconstrução do tal referencial, de procurar entender? ... as vezes eu ate desisto, mas parece que é o pp mauentendido que vem ter cmg me azucrinar...

e olha q essa de coratr os pulsos até que resolvIA! (não é salamaleque mas as vezes ... CARAMBA)

peixe disse...

SE eu soubesse os meus erros, aí ficava mais fácil pl menos tentar não repetir, mas eu não sei. não sei de mim nem sei de nada... mas SEI que... tem q ver com o post do flavio a quem, finalmente, tb peço mil desculpas pelo bate-papo.

TetÊ disse...

Flávio,
desculpas, também por isso!

Abraço.

peixe disse...

á então tá!!!! é mm disso q eu preciso: parece q falando a mm lingua, entretanto a ligação caiu, o blog camisinha escafedeu-se e tete cadê??? ué, não mora mais aqui... á tá bão, deve ser coisa ingrata de net mesmo, afinal pq me espantar com isso?...
vou nadar, coisa q peixe faz melhor.

Anne M. Moor disse...

Tetê
Eu sei que a gente pode quebrar a cara e quebra por aqui de vez em quando, mas também quebramos a cara sem a internet, no presencial, olho no olho!!!!

E não te chicoteies por algo que fizeste e que não deu certo... Passou. Tem como solucionar? Não? Então solucionado está! Somos todos humanos e cometemos erros sim em nossas análises sobre outros humanos.

Nada é perdido ou em vão se aprendemos com o que aconteceu. Lembra disso minha amiga. Força e vive, que é a vida que vale a pena!

Grande abraço
Anne

rm disse...

Ei dona Peixa,
eu sei que você não tem 9 nem 11 nem 22... Aposto que está na casa dos trintinha. Acertei?

peixe disse...

ó rm, por favor!...
não tem jeito mesmo, falar sério só ...sei lá onde.
ah, mas acredita se quiser, tou na casa dos trintona mesmo, trintinha é eufemismo, e eu gosto da minha idade, não tenho problemas c isso. parece é q a idade mental anda desfasada... anda? pois n~ºao sei.

peixe disse...

e já que todos se conhecem por aqui, de corpo e alma, alguém me pode explicar QUE ACONTECEU com a tete???!!!!

TetÊ disse...

Flávio!!!

essa peixinha... deixa falar, tá?


Experimente perguntar a ela,
e talvez ela te diga assim:

-Nada, além de abuso de confiança
e decepção.

Mas não tão grave. Ela é
forte, já caiu outras vezes,
pode se refazer de novo, só
não sabemos o nível
de disposição dela e quanto
a isso, nada melhor que o tempo
e só ele pra responder todas
essas questões.


Abraço à peixe e ao
Flávio!

Solteira disse...

Engraçado, eu também sugeri a leitura deste livro no meu blog no mês passado: http://estousolteira.blogspot.com/2009/07/enquanto-isso.html
Reitero o que lá disse: "Infelizmente os meios que nos possibilitam uma proximidade maior acabam nos afastando mais das pessoas, as relações estão se tornando cada vez mais superficiais, a gente se "conecta" ou "desconeta" das pessoas de uma forma incrivelmente fácil, temos centenas de contatos virtuais mas continuamos sozinhos. Algumas semanas atrás a veja publicou um artigo que falava sobre isso, eu não li, mas achei que a reportagem tinha um tema bem interessante e a chamada era: "Sozinhos.com". Eu li recentemente um livro (esse sim eu recomendo) que também fala sobre a fluidez das relações contemporâneas, o "Amor líquido : sobre a fragilidade dos laços humanos" de Zygmunt Bauman.

Nele eu entendi porque temos por tantas vezes medo de nos envolver realmente com alguém (e me incluo porque percebi depois que li o livro, que todas as situações que o autor descreve são naturais pra mim, eu só ignorava o porquê). O problema é que como o autor é sério (se não me engano ele é um sociólogo polonês) ele não dá uma fórmula pra se sair deste círculo vicioso, o que eu confesso que não seria de todo o mal. Mas o interessante é que ao perceber como nos portamos e porque isso tudo acontece nossa percepção já muda muito o que colobora indiretamente para uma mudança de atitude."

Acho que este assunto está mesmo em voga e é polêmico, gostei muito do que o RM disse sobre o estado gasoso das relações, mas como em tudo na vida nós podemos encontrar não apenas coisas ruins mas coisas boas através das relações virtuais.
Os meios não tornam as pessoas melhores ou piores apenas facilitam ou dificultam a expressão do seu caráter (seja ele bom ou ruim).

peixe disse...

tete, ok. não percebi nada mas pelo menos estou descansada qt ao seu estado de saúde. pode achar q estou sendo mt cinica e o q quiser, mas não. não entendi porra nenhuma de abuso de confiança e ou decepção! nem quero entender mais nada. gente aqui td fala enrolado e "compromisso" com as palavras, nada! pois fiquem mt bem, eu me refaço??? já cai outras vezes? mas que merda de conversa vem a ser esta? "ah, lá está a peixa a perder os estribos e a ser maleducada!", né?... pois seja. dignidade em meias-tintas e palavras torpes deve haver muita! já berrei ao md inteiro, q parece anda a me cobrar alguma coisa: DIZ o QU~E!!!! eu pago! agora conversa de chacha sem nexo, isso não!

peixe disse...

e nesta BURRADA toda só encontro um objectivo: me tirar do sério! pequenas vitórias então, as comemorai, meu limite já conheci e teve essa grande vantagem. Podem colocar meu cérebro na picadora que eu acho um modo de o recuperar!

peixIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIndo disse...

ou não!... e nisso reside a beleza da VIDA. não nisso aqui, virtualismo para virtuosos na arte do engodo! engodem-mos, já agora!
fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

e, claro, cm eu n entendo td, mt pl contrario, entendo é nada, perdão a todos qt possa ter ofendido com minha impulsividade e falta de visão. mas até zarolho reconhece que mundo de gente c 2 olhos não é pra ele! e q mt tp fora de água lhe falta o ar! e tá me faltando a ar!
mais uma vez desculpa a quem houver a desculpar.

peixe disse...

ainda assim, depois de meu xazinho de verbena, volto pl seguinte: abuso de confiança é grave, e disso nunca acusei ng. ora se a tete me acusa disso (ou entao n percebi) faz o favor de justificar a acusação! que é q é isso? eu te abusei??? te roubei alguma coisa, foi?!... gente, brincadeira tem limites, e isto aqui tá virando é caso de polícia... e todo o acusado tem direito a saber o motivo, ou não? já nem quero advogado. ou é o "processo" de kafka mt do mal engendrado? apelo a todas estas pessoas mt humanas e reais, me respondam: que se passa aqui afinal!? querem um email ou já t~em?...
calúnia tb é grave. novo e perigoso conceito "calúnia virtual", y que las ay las ay. ai!

rm disse...

Rss

Peixa, calma, nega!

A Tê não lhe fez acusação alguma, mas referências às postagens dela no antigo blog...

(sabia que era trintinha...)

Flavio Ferrari disse...

Pelo uso do espaço, ninguém precisa se desculpar ... muito pelo contrário.
Eu adoro quando os visitantes do Arguta batem papo entre sí durante o café ...

Flavio Ferrari disse...

Peixe (a): eu não gosto de chamar as pessoas por apelido ... se pudesse me dizer teu nome agradeceria ...
(cada louco com sua mania)

E pelo que entendi a Teresa não se referia a você nesse negócio de decepção ...

Cecília disse...

Olá, Flávio. Como Vai? Sou a Cecília, da Edelman, agência de comunicação da Jorge Zahar Editor, responsável pela publicação das obras de Bauman no Brasil. Você tem toda razão quando fala que o autor trata das 'relações de bolso'. A efemeridade das situações, relacionamentos, trabalho e emprego também são tratados por Bauman. Essa relação a que você se referiu pode ser aplicada a tudo e é um dos assuntos do livro 'Vida para consumo'. Vivemso para consumir pessoas, objetos, informações, relacionamentos; em um curto tempo, sem profundidade.
Um abraço.