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domingo, setembro 30, 2007

Fazer diferença

Gosto de pensar que fui ou sou importante para alguém.
De algum modo, isso me faz sentir bem.
Por outro lado, essa "responsabilidade" as vezes me assusta.
Melhorou muito, como comentei no blog da Raffaella, quando compreendi que ser importante não me faz, necessariamente, responsável.
Não acho que alguém irá, algum dia, descobrir o sentido da vida, de forma absoluta.
Mas acho que cada um pode dar um sentido para sua vida.
O grande risco é fazer disso uma "missão", e deixar que tome conta da sua vida.
Aí, a vida perde o sentido. Irônico, não ?
Fazer diferença não é, para mim, uma missão.
Faço quando posso, porque gosto.
Ou seja, faço por mim.
É bom quando se encontra alguma coisa para fazer por sí mesmo que, de algum modo, pode trazer benefício aos outros.
Acredito que o mundo fica melhor assim.
Não precisa ser nada muito excepcional.
Contar uma piada, mandar flores, pagar um café, um gesto carinhoso inesperado, uma pergunta que ninguém fez, não falar nada, não exigir que se fale, um abraço, um sorriso, a mão no ombro, o ombro amigo... Qualquer um pode fazer isso.
E se isso não puder dar algum sentido para sua vida, bem ... mal também não vai fazer.

14 comentários:

É! disse...

ser fiel aos seus próprios sentimentos já é uma maneira de fazer bem para alguém, mesmo que seja só à si próprio... (não é isso o que dizem?)
às vezes fico entre o dilema de se fazer as coisas pensando em mim não é muito egoísmo... mas acho que isso é assunto para uma loooonga discussão...

Anne M. Moor disse...

Flávio, as vezes acho que tu foste meu irmão em outra incarnação... Ter feito a diferença na vida de alguém dá uma sensação de bem estar... Tbm gosto disso...

Anne M. Moor disse...

Agora, o melhor mesmo é quando a gente faz a diferença e não se dá conta disso - não é um ato intencional - o pagar um café pra alguém é intencional, mas isso fazer a diferença na vida do outro não é...

Udi disse...

Flavio: você fez (e faz) toda a diferença! beijo!

* ouvi uma frase bacana há 1 semana atrás: "unidade na diversidade"

Ti disse...

Flávio,

Continue sendo você... Assim, continuarei aproveitando ao máximo a pessoa que você é!!

Terá sido um conselho egoísta?

Beijos

Raffaella Tiberio disse...

Mas eu não acho que seja ruim essa "responsabilidade", não no sentido que eu escrevi ali no meu blog. É simplesmente algo que acontece, uma conseqüência.


E não me chame de Raffaella!

Flavio Ferrari disse...

????: Raffa eu não gosto, Ti, já tem uma ... e não sei se você ja reparou, mas no seu comentário você mesma se entitulou Raffaella (que, aliás, é um belo nome).
Vamos pensar num apelido para você ... os bloguenígenas podem ajudar ...
Ah .. não deixe de visitar também o Prozac (wwww.prozacafe.blogspot.com) estamos todos lá ...

Ju disse...

Legal...Você faz SIM a diferença!
Você e o Ludovico!
;-)

Maria disse...

Nestes meus dias de silêncio, este pequeno universo blogueiro foi o fio que manteve em mim a certeza e o sentido. Dissestes tudo!

Mô Gasparini disse...

Flávio...
Esse texto é sensacional, como seria bom que todos o seguisse né?
Adoro seus textos, eles são ótimos.
Beijos Mô

disse...

Aff Anne, ainda bem... Pensei que vc ia dizer que era Cleópatra e o Flávio ,Napoleão na outra encarnação.
Malú.

Anne M. Moor disse...

Ja vi que a Malú está incontrolável!!!!!!!!!!!!!! Hahahahaha... Cleópatra e Napoleão? Hmmmmmmmmmmmmmmmmmm

Flavio Ferrari disse...

Mõnica !!! Que milagre ! Você por aqui ?

Mô Gasparini disse...

Não é milagre não Flávio rsrrrsr, eu sempre leio seus textos aqui, mas nem sempre (quase nunca) comento, me desculpe por essa falha rsrsrsr.
Beijos Mô