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sábado, setembro 15, 2007

... y el rojo de la pasión ...


A los otros uno es lo que aparenta ser ...
Lúcia comentou que eu tenho um grande coração. Assim é, se lhe parece (segundo Luigi Pirandello).
Também há quem tenha dito que eu sou anti-latino, que teria um certo preconceito contra nuestros hermanos de América Latina.
Costumo preocupar-me mais com o que considero uma crítica do que com os elogios.
Gosto da idéia de ter um grande coração, assim como gosto de muitas outras imagens construidas pela Lúcia, sempre generosa, a meu respeito.
Não gostei da ideia de ser anti-latino e resolvi desafiá-la. Questionei-me sobre o porque de levar alguém a construí-la.
A razão primeira poderia ser a verdade. Seria eu anti-latino ?
Se isso fosse verdade, estaria em maus lençois, já que profissionalmente sou responsável por cuidar dos negócios da empresa em todo o território. E negócios são construídos por pessoas.
Nunca me imaginei anti-latino. Mas talvez esse fosse um meu "monstro" desconhecido (vide poesia da Zuleica (http://www.zuleica-poesias.blogspot.com/).
Vamos aos fatos:
- Já me peguei contando piadas de argentinos, mas esse é um esporte continental. Os argentinos são os cariocas da América Espânica. Igualitos aos brasileiros, pero muito melhores.
- Também respondi a um colega chileno que me peguntou, segurando um cabo de força na mão e fazendo um movimento ascendente, "donde lo enchufo", que por aqui a gente não costumava enchufar nada ...
- Demorei muito para entender o senso de humor cínico dos amigos Uruguaios. Devo ter chutado abaixo da medalinha antes disso.
- Cheguei a comparar a sociedade coronelista peruana ao nordeste do ACM, numa clara demonstração de duplo preconceito.
- Antes de visitar a Colômbia, confesso que tinha uma péssima imagem do país. Hoje, me pergunto se o que aconteceu por lá foi por influência do Brizola, já que a Colômbia é um pais maravilhoso com um povo inteligente e educadíssimo, vítima do "laissez-faire" de sucessivos governantes.
- Nunca visitei a América Central. Uma ofensa grave.
- E levei anos para entender a lógica do povo mexicano, tão parecido com o brasileiro em seu calor humano e tão diferente nos codigos de relacionamento. Pisei na bola diversas vezes, com a melhor das intenções, mas estou aprendendo.
Em suma, para um observdor atento, poderia passar muito bem por um anti-latino em pele de cordeiro.
Mas e no fundo desse meu grande coração que a Lúcia viu ?
Mergulhei alí em busca da verdade e encontrei a palavra "Hermanos", assim mesmo, com H mayúsculo.
Encontrei o amor consanguíneo, crítico e competitivo. O prazer das "peleas fraternas". Um enorme sentido de "ser y pertenecer" que é automaticamente acionado sempre que algum norte-americano ou europeu quer nos colocar no balaio de cidadãos de segunda categoria.
É quando eu penso: somos, sim, cucarachos porque vamos sobreviver a toda destruição provocada pelos povos que se auto-proclamam "desenvolvidos".
"Las cucarachas no se ven feas ni cucarachas".
Me dou conta de que meu coração, além de verde, amarelo, branco e azul anil, também é vermelho, como o de todos nós.
E com essas 5 cores, desenha todas as bandeitas da América Latina.

Besitos ...

10 comentários:

disse...

Coração grande,coração exposto:há que se ter coragem e honestidade.
Desnecessário dizer, mas repito:sou fã.

Udi disse...

Maravilhoso! É sua cara... e também seu coração.

Anne M. Moor disse...

Essa capacidade de se olhar pra dentro é uma de tuas características lindas... E isso pq, como diz a Lú, há que se ter coragem e honestidade...
Como sempre, adorei o texto.

Luisa Fernanda disse...

Querido, con todos los respetos eres un marica.

El portugés viene también de origen latina, aunque no lo creas Brasil está en América Latina.

Puta, que descubrimieto! Estamos en el mundo y el se vistió de colores antes que nosotros, los humanos, que descubrimos tarde que es la tinta.

Tinta con la que dibujamos pensamientos, tinta con la que cocinasmos, Tinta con la que coloramos vasos, y tejidos y pleonasmos.

Con la tinta somos verdes, amarillos, azules, BLANCOS y rojos, sin embargo el mundo nos sigue despreciando por nuestro color.

Ernesto Dias Jr. disse...

Não acredito em integração latino americana. Não por causa de seus povos, ou de suas interessantes diferenças. Mas pelos espertalhões que habitam seus palácios.

Vivi a mesma dúvida que acomete o Flávio. Senti-me mesmo preconceituoso. Mas sosseguei quando descobri que não existem dois povos iguais. Já as pessoas... são rigorosamente as mesmas. Que bom.

disse...

Luisa e Ernesto:que DEMAIS.......
Fico babando!
Eu AMO a inteligência, a arte , a ética e a exposição.

É! disse...

yo, Consuelo, non tengo reclamaciones (mas sí, mi castejano macarronico! rsrsrs)

Flavio Ferrari disse...

Lu, Udi e Anne ... tks, sempre. O coração tem que ser grande para acomodar vocês ...
Luisa: um paradoxo - se eu entendi sua resposta, você não entendeu meu texto. Se você entendeu meu texto, eu não entendi sua resposta. Dado o adiantado da hora, reservo-me mariconamente o direito de não discutir.
Ernesto: se os europeus conseguem, nós também podemos conseguir ...
Lú: se você entendeu e gostou, fico mais tranquilo.
Érica: Consuelo !!! onde é que você foi buscar isso W

É! disse...

Decerto não leu a história do meu outro blog, o La Mexicana...

www.letstaalk.blogspot.com

Tá lá no profile...

zuleica-poesia disse...

Mas que latino-americano chique! Os ritmos nossos são os que gostamos (eu e o Carlos) mais de dançar.-Saudades-zuleica