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segunda-feira, setembro 10, 2007

A morte dos peixes ...

Inspirado pela última postagem da Luisa (http://www.estetikos.blogspot.com/) antes da pescaria, para a qual , merecidamente, dispensei-a, escrevo estas mal traçadas linhas ...
O peixe morre pela boca, disse Luisa.
Nem todos.
Alguns seguem o cardume em direção à rede, e também morrem. Outros, de causa natural ou acidental (afinal, para morrer, basta estar vivo).
Mas os que morrem pela boca merecem atenção especial, porque normalmente se julgam especiais.
Longe do cardume, porque são únicos, abrem a boca quando não deveriam e acabam se dando mal.
Ironicamente, tão mal quanto se dariam se tivessem seguido o cardume.
Chego a 3 conclusões:
1. Seguir o cardume nem sempre é uma boa idéia;
2. Só porque o peixe decide deixar o cardume, não deixa de ser peixe;
3. Culpar o pescador não vai resolver o problema.

16 comentários:

Anne M. Moor disse...

Os que se julgam especiais o fazem longe do cardume que o conhecem e JAMAIS procurarão a culpa neles mesmos... Falhas...

É! disse...

Não li o texto da Luisa, lerei, mas enquanto isso digo que os que "se julgam especiais" e fogem do cardume pelo menos tem CORAGEM.
Eu invejo um pouco isso...

(aliás tenho um rascunhinho salvo a respeito do tema, vou apurar e publico...)

Jorge Lemos disse...

Talvez, a partir do seu texto, eu
possa analisar, pretenciosamente, o comportamento humano. Algo me diz
que sempre alguem se ferra pela boca.

disse...

Assim, como não seguir o cardume,não lhe tira a qualidade de peixe, nascer em forno de barro , não faz de gatos ,pãezinhos
Somos o que somos e pronto.
Quanto à falar demais, já dizia minha vó:"Quem fala demais dá bom dia a cavalo"...

disse...

Mas tb já dizia o velho guerreiro "Quem não se comunica, s'estrumbica".
Ou seja , o cantado e decantado bom senso é a medida.

disse...

Bom,falando em falar demais, tô eu aqui de novo.Sabe o que é: ficar 40 dias sem Net, tem seus efeitos colaterais(depois , a gente quer tirar o atraso), além do que tenho me isolado um pouco da humanidade,porque estou precisando me dedicar aos livros, e o assunto do post é abrangente e instigante:
Sobre achar-se especial, todos somos especiais, cada qual a seu modo, com suas peculiaridades, indiossincrasias, pontos forte s fracos etc. Issa que faz da "fauna" humana o assunto mais complexo e maravilhoso que existe.E o fato de sermos TODOS especiais, coloca-nos todos na horizontalidade(já vou avisando que não tô falando de sexo- engraçadinhos de plantão - nem de hierarquia profissional). Estou falando da essência do ser humano, do esforço de cada um em busca de si próprio, da nossa necessidade de auto-superação , essas coisas. portanto, o problema não é sentir-se especial(comum a todos), sem julgamentos- o difícil são os que acham-se melhores em tudo -isso não existe-( e que fatalmente descobrirão que não o são).

Ju disse...

Eu, do alto da minha ignorância, já percebi que "em boca fechada não entra mosquito". Estou tentando aplicar isso na minha vida...
(pelo menos aqui no blog a gente fala, fala e não abre a boca)

Anne M. Moor disse...

É falando que se aprende, desde que, ao mesmo tempo, se escute...

Udi disse...

...ainda não morri (creio eu), mas já me engasguei bastante!

Ti disse...

Só morre quem está vivo;
Só vive quem se arrisca para sobreviver;
Só sobrevive quem tem medo de morrer...

Glaura disse...

Porque você fez com que fugir do cardume soasse algo arrogante? Me parece que em muitos momentos é tão pisciano quanto humano...

Flavio Ferrari disse...

Teste... Comentando com o BlackBerry

Flavio Ferrari disse...

Glau: Nada contra quem não gosta de seguir o cardume. Aliás, tenho esse vício.
A questão é quando a pessoa se acha melhor do que as outras por isso.
E a ironia é deixar de cair na rede coletiva para abocanhar o anzol com a exclusividade dos "especiais".
Parece que essa postagem estimulou a verve filosófica de todos ...
Anne, Érica, Jorge, Lucia, Ju, Glaura, cada um a seu modo e com diferentes olhares ...
E a Ti, então, se deu ao luxo de filosofar em poesia pós-moderna ...

disse...

Exatamente isso.Acha-se melhor pra no final ver que é =zinho todo mundo.
É mesmo né Jú, a gente abre a alma mas de boca fechada.
Bj.
Ps:agora que é muito melhor dar umas desviadas boas do cardume, isso nem se discute....

Jorge Lemos disse...

Como um bom Aquariano fico olhando
os peixes.
Filosofar faz bem: aprendemos mais quando permutamos idéias.
Flavio lançou a rede, inteligente como é!

Luisa Fernanda disse...

Caros,

No puedo dejar de meter mi cuchara en tan linda discusión. Después de semejante devaneo filosófica sólo puedo agregar que en este negocio, a mi punto de vista, existen dos factores, el tipo de pez, que por naturaleza puede nadar solitariamente o en cardumen, y el instrumento de pesca.

Si en un cardumen uno tira un anzuelo, el pez morirá por su boca, si tira la red se lleva toda la colonia.

Si uno tira un anzuelo en mares donde el tipo de pez es solitario, pescará dificilmente, si se tira la red en un mar contaminado, puede llevarse varias sorpresas con lo que encuentre en la red, o si tira la red en un mar de grandes cetaceos, y hasta puede la pesca hacer naufragar el barco.

Sabio el que sabe combinar el sueño con el método de hacerlo realidad.

Y bueno, sobre el resto de la discusión pienso que al final, quien es diferente, ya sea por un error o variación genética o por opción, será siempre apedreado. Siempre habrá mas que a una voz se dejen llevar por lo fácil o lo violento escondiéndose en la masa, que aquellos que se descubren en su naturaleza lo que son, actuan como tal, o quien se modela de acuerdo a la libertad de sus pensamientos.